Chegou ao fim a volta ao mundo de Nelsinho Piquet, na qual disputou etapas da Fórmula E, do GT Series e do Rally Cross em três diferentes continentes. Ao todo, nas três primeiras semanas de setembro, o piloto completou 26 mil quilômetros de viagens. Apesar da rotina de aeroportos, das noites mal dormidas e do corre-corre, o filho do tricampeão mundial garante que curtiu a “maratona”:

– A experiência foi boa, acho que já me adaptei com esse tipo de situações. O fuso horário pega às vezes, mas nunca fui um cara de dormir muito, então sinto menos os efeitos de uma noite mal dormida. O principal é que adoro viajar e não sinto tanta falta de casa assim, porque não tenho filhos ainda – contou Nelsinho.

A maratona começou no dia 2 de setembro, quando ele embarcou dos EUA, onde mora, para Portugal, para a etapa de Algarve do GT Series, nos dias 5 e 7. Na primeira corrida, conseguiu um top 10 em parceria com Matheus Stumpf. Na segunda prova do fim de semana, porém, um pneu furado tirou as chances da dupla logo no início da prova.

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O segundo desafio da volta ao mundo foi na China, dia 13 de setembro. Um desafio mais do que especial: a primeira prova da história da Fórmula E, nova categoria de caros elétricos da FIA. Em seu reencontro com os monopostos desde sua saída da Fórmula 1, Nelsinho levou o carro da China Racing aos pontos, cruzando em oitavo na corrida vencida pelo compatriota Lucas di Grassi.

– Valeu o aprendizado. O grid aqui é muito forte e fico satisfeito de ter disputado de igual para igual com os adversários – disse na ocasião.

De Pequim, Piquet Jr. embarcou de volta para os EUA, mais especificamente para Los Angeles, para a oitava etapa do RallyCross, categoria onde os pilotos precisam mostrar habilidade no asfalto e na terra, nos dias 19 e 20. O fim de semana, porém, foi para esquecer. Um acidente no sábado fez o piloto ficar fora, pela primeira vez do ano, da bateria decisiva. No domingo, até classificou-se, mas não passou da nona posição. No fim, Nelsinho, que chegou à etapa como líder da competição, acabou saindo de lá como quarto colocado na classificação geral.

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Versátil, Nelsinho garante que o fato de guiar carros totalmente distintos em um curto espaço de tempo não o prejudicou:

– Depois que você conhece os carros, não tem problema nenhum sentar em cada em uma semana. Na minha opinião, é até melhor andar em vários carros porque mantenho meus reflexos, minha coordenação motor, enfim, minha pilotagem em dia.

E perguntado se faria tudo de novo, não titubeou:

– Com certeza faria, sem dúvida! – emendou.

Depois da volta ao mundo, Nelsinho mal teve tempo para respirar. No próximo fim de semana, ele tem novo compromisso no RallyCross. Em Seattle, na penúltima etapa da temporada, Piquet Jr. tentará recuperar a liderança da competição:

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– É trabalhar muito para brigar pelas vitórias em todas as baterias em Seattle e ir para a final em Las Vegas na disputa pelo título – mirou o piloto.

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