O juiz Marcos José Martins Siqueira, da comarca de Várzea Grande, foi aposentado compulsoriamente pelo Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso por ter “realizado uma audiência com um morto” no ano de 2005. Aposentadoria compulsória é a mais alta punição administrativa no Judiciário brasileiro que consiste em proibir o magistrado de continuar atuando, porém com a manutenção do salário proporcional ao tempo de serviço. A decisão unânime foi tomada na tarde desta quinta-feira (18) durante julgamento do Processo Administrativo Disciplinar instaurado para apurar a conduta do magistrado.

Na época, o juiz foi punido sob acusação de corrupção no exercício de suas funções. O magistrado presidiu uma audiência e autorizou saques de contas correntes que pertencem ao espólio de Olympio José Alves, falecido em 2005. As retiradas chegaram a R$ 8 milhões e foram para as contas da empresa Rio Pardo Agropastoril. O detalhe é que constou na ata da audiência que o “morto” teria comparecido perante o juiz acompanhado de advogado para responder um processo de execução de aproximadamente R$ 987 milhões, supostamente movido por Aristides Martins e Tereza de Jesus Silva. Mas na verdade foi um farsante que se passou por Olympio durante a audiência.

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