Uma assembleia geral está prevista para acontecer na noite de hoje (23), na praça da República, em Cuiabá com os funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), em Mato Grosso. O intuito é avaliar o andamento da greve dos trabalhadores dos Correios, iniciada na última quinta-feira (18).

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios, Telégrafos e Serviços Postais de Mato Grosso  (Sintect-MT) cerca de 65% dos funcionários da empresa aderiram ao movimento de paralisação, em 14 municípios de MT, dentre eles, Rondonópolis, a capital do estado e Várzea Grande.

Por outro lado, segundo a assessoria da ECT, apenas 4% dos funcionários aderiram à greve.

Reivindicações

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Em Mato Grosso, os grevistas reivindicam aumento salarial e a realização de concurso público para o fim dos contratos temporários. Essa é a segunda vez neste ano que os funcionários da categoria paralisam as atividades no estado. Da outra vez eles protestaram contra a terceirização do plano de saúde.

Os funcionários que participam da greve em Rondonópolis também reivindicam um aumento salarial de R$ 300 para a categoria, um aumento real de 8%.

A empresa oferece aos trabalhadores reajuste de R$ 200 em forma de gratificação, a ser incorporada gradualmente, nos salários de quem recebe de R$ 1.084 a R$ 3.077,00. Para quem recebe acima de R$ 3.077,00, o reajuste é de 6,5% no salário base.

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Reajuste de 6,5% da inflação.

Reposição das perdas salariais de 11,90% desde o ano 1994.

Aumento no valor da cesta básica para R$ 400, atualmente o valor é de R$ 158, 90.

Além das reivindicações salariais, os funcionários pedem melhorias nas condições de trabalho, a revogação da Lei 12490/11 que permite que a estatal crie empresas subsidiárias, bem como são contrárias a privatização e terceirização da empresa. Os funcionários ainda exigem que o plano de saúde volte a ser gerido pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

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