A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu nesta sexta-feira (19) que sejam mantidos os esforços para conter a epidemia de ebola na África, após a morte de oito pessoas na Guiné-Conacri, que ensinavam a população a prevenir a doença.

“Essas mortes devem ser investigadas, mas não devem impedir o diálogo com as comunidades. Devemos continuar a explicar-lhes o nosso trabalho e a demonstrar empatia pelas vítimas, suas famílias e a comunidade”, disse o médico Pierre Formenty, especialista da OMS para o ebola.

“De outro modo, não será possível que nos escutem e não se poderá controlar o surto”, adiantou Formenty, que voltou a Genebra após um mês de trabalho na Libéria para deter a propagação do vírus.

O ataque contra a equipe de sensibilização – que incluía pessoal de saúde e jornalistas e cujos corpos foram encontrados nessa quinta-feira (18) – ocorreu em uma aldeia próxima da localidade de Nzerekore, no Sudeste da Guiné-Conacri, onde foi identificado pela primeira vez, em março, o atual surto de ebola.

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“As populações das zonas rurais sofrem muito e não confiam nos governos”, lembrou o especialista, adiantando que o incidente “mostra a complexidade” para conter a epidemia.

Os elementos da equipe foram “mortos friamente pelos aldeões de Womé”, disse o porta-voz do governo Albert Damantang Camara. O tenente Richard Haba, da Polícia Militar local, disse que os habitantes da aldeia “suspeitavam que os membros da equipe de sensibilização vinham matá-los, porque, segundo eles, o ebola é uma invenção dos brancos para matar os negros”.

A febre hemorrágica já causou 2.630 mortos em 5.357 casos registrados na África Ocidental, segundo o último balanço da OMS.

Na Guiné-Conacri, foram registradas 601 mortes em 942 casos.

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