A alta na inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrada no mês passado teve como contribuição os reajustes nas tarifas de energia elétrica nos meses de julho e agosto. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A energia elétrica foi o item individual que mais impactou para a inflação. Com os empregados domésticos (que tiveram alta de 1,26%), o aumento foi de 1,76% do custo da energia. A energia elétrica acumula altas de 11,66% em 2014 e 13,58% nos últimos 12 meses.

Em 2013 o impacto foi inverso à inflação que vem ocorrendo este ano. No ano passado houve uma queda de mais de 15% nas taxas. A coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, explica que em 2013, foram feitas várias revisões tarifárias e as contas ficaram mais baratas. Já agora, em 2014, com problemas que vêm acontecendo no setor, os reajustes têm sido relativamente altos em grande parte das regiões e as contas têm ficado mais salgadas.

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Analisando-se os grupos de despesa do IPCA, apenas alimentação e vestuário tiveram queda de preços, ambos com deflação de 0,15%. Os demais tiveram inflação: habitação (0,94%), artigos de residência (0,47%), educação (0,43%), saúde e cuidados pessoais (0,41%), transportes (0,33%), comunicação (0,1%) e despesas pessoais (0,09%).

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