A proibição de mensagens pelo rádio que ajudem a performance do piloto ou do carro durante as corridas divide opiniões no circo da Fórmula 1. Enquanto McLaren e Lotus manifestam posições contrárias à decisão da FIA, que começa a valer já na próxima etapa, em Cingapura, no dia 21, o chefe da RBR, Christian Horner, acredita que a nova regra vai fazer com que o público sinta mais veracidade e autenticidade no espetáculo.

– Os piloto devem estar por conta própria quando entram no cockpit. Eles precisam ser instruídos sobre as paradas, mas nada de conselhos sobre em que parte da pista os outros estão mais rápidos, ou que estilo de pilotagem adotar. A função dos pilotos é pilotar – afirmou o chefe de Daniel Ricciardo e Sebastian Vettel, em entrevista ao jornal britânico “The Times”.

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A partir de agora, os engenheiros não poderão informar ao piloto em qual trecho do circuito ele pode ganhar tempo ou como está o desempenho de seus adversários. Mensagens no display do volante também foram abolidas. Do lado da McLaren e da Lotus, a medida anunciada pela FIA não foi recebida de forma positiva. O chefe da McLaren, Eric Boullier, e o diretor-técnico da Lotus, Alan Permane, avaliam que a restrição no contato via rádio poderá ser prejudicial para o desempenho dos pilotos.

– Não temos um telão dentro do cockpit dos carros. Os pilotos vão ficar perdidos durante as corridas. Não acredito que esta seja a melhor opção para a Fórmula 1 – disse Permane.

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– Este é um esporte em qeu todos correm a mais de 350 km/h, e a comunicação é algo essencial – argumentou Boullier.

De acordo com o comunicado oficial que foi distribuído às equipes na quarta-feira, a FIA quer seguir à risca o artigo 20.1, que diz que “o piloto deve dirigir o carro sozinho e sem ajuda”. Para a entidade, as mensagens pelo rádio passam a falsa impressão de que os pilotos seriam meros fantoches obedecendo ao que é dito pelos engenheiros, que têm acesso a diversos dados em seus computadores.

Apesar de a entidade máxima do automobilismo ter sido enfática em seu anúncio, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, acredita que o GP de Cingapura será marcado por dúvidas e controvérsias. Segundo o comandante da equipe alemã, a nova regra não será tão simples de implementar, porque afeta pontos cruciais dos procedimentos feitos durante uma corrida.

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– É uma decisão complexa, que exigirá um esforço significativo das equipes para entender a melhor forma de cumpri-la. A regra ainda não está totalmente clara e inevitavelmente haverá alguma controvérsia. Por isso, vamos precisar de mais esclarecimentos em relação aos procedimentos essenciais na pista – argumentou Wolff.

A FIA garante que não pretende tolerar qualquer tipo de instrução dada aos pilotos, incluindo informações sobre pneus, freios e câmbio. A entidade também vai punir a utilização de códigos internos que tenham o objetivo de burlar a nova diretriz.

 

 

 

 

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