Foto: Assessoria /PJC
As madeireiras estão proibidas de comercializar as madeiras do pátio até a finalização do trabalho do Ibama – Foto: Assessoria /PJC

A operação “Fluxo Verde” indiciou 15 pessoas por crimes ambientais em Mato Grosso. A operação foi deflagrada no dia 27 de agosto nos municípios de Cláudia e União do Sul, norte do estado de Mato Grosso, pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente, da Polícia Judiciária Civil. Com a conclusão do inquérito policial, os envolvidos vão responder por crimes contra o meio ambiente, receptação, furtos de madeira, formação de quadrilha e falsidade ideológica.

Para a operação, a Justiça decretou 13 mandados de prisão temporárias e 18 buscas em apreensões em residências e madeireiras dos dois municípios de MT. Oito pessoas que estavam sendo investigadas foram presas. Após a operação, as prisões temporárias foram convertidas pela Justiça em preventivas.

O inquérito policial foi encaminhado para o Fórum da Comarca de Cláuda, na semana passada, em razão do prazo de dez dias, dos oito réus presos, sendo que sete deles estão recolhidos por prisão preventiva, no Presídio Osvaldo Florentino Leite Ferreira (Ferrugem), em Sinop. Um dos presos foi posto em liberdade pela Justiça.

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Segundo a investigação, todos os alvos são pessoas ligadas ao segmento madeireiro, grande parte donos de madeireiras e outras são pessoas que atuavam nas frentes de extração ilegal de madeiras da fazenda de 27 mil hectares, no município de União do Sul, cujas área de árvores nativas estava sendo dilapidadas pela ação criminosa das quadrilhas que agiam dentro da propriedade na derrubada clandestina de árvores.

“Estas terras estão sendo dilapidadas, o bioma da região está acabando, tamanha a depredação do meio ambiente”, disse a delegada Maria Alice Barros Martins Amorim, que presidiu o inquérito policial.

As investigações demonstraram que os acusados não participam somente da receptação da madeira. Eles também faziam encomenda do produto florestal furtado e falsificam documentos para legalizar a madeira clandestina. “São 12 inquéritos policiais que tramitam nesta unidade policial, sem que mudem a sua conduta ou passem a respeitar o aparato do Estado”, destacou Maria Alice.

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De acordo com o relatório da delegada, as pessoas apostadas nos romaneios manuscritos são velhos conhecidos da Delegacia. “Useiros e vezeiros na prática de furto, abate, transporte e comercialização de madeira oriunda da propriedade de Jacinto Simões”.

“Estes documentos fortalecem a linha de investigação e demonstram de forma cabal que o furto de madeira na propriedade de Jacinto Simões não havia sido combatido ainda junto aos verdadeiros responsáveis, àquela quadrilha que se mantinha e que alimentava o abate clandestino das madeiras”, finalizou a delegada.

Madeireiras

As madeireiras ainda estão com as atividades paralisadas até a contagem dos produtos florestais estocados em seus pátios. O trabalho é feito por fiscais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos  Naturais Renováveis (Ibama), que estão aferindo as toras e para depois confrontar com o saldo no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

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Todas as empresas tiveram os cadastros suspensos CC-Sema – Cadastro de Consumidores de Recursos Florestais do Estado de Mato Grosso. As madeireiras estão proibidas de comercializar as madeiras do pátio, até a finalização do trabalho do Ibama, e definida a destinação do produto.

 

 

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