A reestruturação dos órgãos do governo que se encontram sucateados, aliada à redução de custos das atividades-meio, será uma das principais metas do candidato a governador pela coligação “Viva Mato Grosso”, José Riva (PSD). Segundo ele, na sua gestão, as secretarias serão otimizadas para que os serviços sejam oferecidos com qualidade para população. Ao mesmo tempo, irá reduzir os custos administrativos de 80% para 75% ainda no primeiro ano de gestão.

Essa garantia foi apresentada em reunião nesta segunda-feira (1), no bairro Santa Rosa, para aproximadamente 200 pessoas, onde Riva lembrou que o Departamento de Trânsito do Estado (Detran) arrecada mais de R$ 1 milhão por dia, mas, em contrapartida, “chega a faltar até caneta para atender os usuários”.

“Para cada R$ 100 em impostos que os mato-grossenses pagam atualmente, apenas 20% são revertidos em benfeitorias, e todo o restante fica na atividade administrativa. Mas nós temos uma meta de chegar a 25%, o que ainda é pouco. Contudo, não quero mais ver a população pagando imposto e precisar ficar horas esperando por atendimento, que, quando acontece, é sem qualidade”, disse.

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Riva lembrou também que, se o Estado não sofrer um choque de gestão, vai chegar a um ponto em que os impostos pagos servirão apenas para alimentar a folha de pagamento, enquanto as questões estruturais continuarão deixadas de lado.

Outro órgão que o candidato destacou por estar em estado de emergência é a Empresa Mato-Grossense de Pesquisa Assistência e Extensão Rural (Empaer). “A Empaer já deixou faz tempo de desempenhar o seu trabalho por falta de investimento, e foi esquecida na última administração, mas não é o único órgão deficitário. Isso faz com que o Estado se torne ausente para a população, que nunca consegue encontrar o que precisa. Por isso, nossa gestão será presente”, afirmou.

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FUNDOS – A utilização dos Fundos Estaduais para a folha de pagamento também foi questionada por José Riva, que irá regularizar todos aqueles que não estejam de acordo com a legislação e extinguir os que não estão cumprindo com o seu papel.

Entre os exemplos citados estão os fundos direcionados para o setor de desenvolvimento da cultura. “O fundo criado para cultura deve beneficiar todas as ações voltadas para essa área, mas não está acontecendo porque o dinheiro está sendo desviado para a folha de pagamento. No meu governo, apenas o fundo para o tratamento de dependentes químicos será criado e servirá de modelo para o Brasil”, disse Riva.

UNEMAT – Além da ampliação da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), que vem sendo anunciado desde o início da sua campanha, Riva pretende também tornar a instituição um centro de referência para projetos de pesquisa e qualificação profissional.

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“Quero que todos os professores do ensino fundamental e médio tenham no mínimo mestrado para que nossas escolas sejam referência e, para que isso se concretize, a Unemat será o local que eles vão buscar essa capacitação sem custos”, disse.

Ainda segundo Riva, a Unemat também servirá como referência na capacitação para mão de obra, principalmente nas áreas que serão abertas as demandas industriais, como os setores têxtil, madeireiro e de couro.

 

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