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A melhor forma de diagnosticar a endometriose é procurando o ginecologista – Foto: Reprodução

Uma doença que afeta milhões de mulheres em todo o mundo e leva, diariamente, mais de sete para a cirurgia no Brasil, conforme dados divulgados por pesquisa realizada pela SBE-Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva, em parceria com a Bayer. Esta é a endometriose!

A doença é gerada quando o tecido que reveste o útero – o endométrio – se alastra para fora do órgão e passa a implantar a superfície que reveste os outros órgãos da cavidade abdominal. Por isto, nem sempre ela é facilmente detectada, o que contribui muito para que outros órgãos como as paredes do ovário, da bexiga e até mesmo o intestino sejam afetados, prejudicando o tratamento.

As causas da doença se devem a alguns fatores como a produção hormonal, a imunidade, a genética, os hábitos de vida e o estresse, por isto ela é considerada a doença da mulher moderna. Afinal, como fugir dos problemas do dia a dia, não é mesmo? Outro advento da vida atual que também contribui para o aumento da doença é o uso de anticoncepcionais, pois com elas as mulheres passaram a engravidar menos e, consequentemente, menstruam mais.

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Os principais sintomas da doença são cólicas menstruais fortíssimas, daquelas que impossibilitam a mulher de exercer atividades rotineiras, como ir ao trabalho, à escola ou o convívio social. Outro sintoma muito comum é sentir dor durante o ato sexual, dor para urinar e evacuar ou diarreias durante o período menstrual, sangue nas fezes e infertilidade.

A melhor forma de diagnosticar a doença é procurar seu ginecologista ou proctologista que poderão solicitar exames para detectar se você tem ou não a doença. Recentemente, no Brasil, foi criado um novo método de diagnóstico por imagem que permite ao médico visualizar os focos profundos de endometriose. Caso a paciente já tenha se submetido a tratamentos clínicos, que no geral são feitos com progesterona ou com substâncias que inibam a produção do estrogênio, e os resultados não tenham sido satisfatórios, é possível realizar uma pequena cirurgia por meio de videolaparoscopia para retirar os pontos onde o endométrio inflamado está alojado.

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A doença não tem cura, porém, pode ser muito bem administrada ao se fazer um diagnóstico precoce e levar uma vida saudável, com boa alimentação, prática de exercícios físicos e controle emocional – coisa que parece bem difícil nos dias de hoje! Previna-se!

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