Mesmo tendo sido classificada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ/MT) como ilegal, a greve dos servidores do sistema socioeducativo do Estado de Mato Grosso não apresenta sinais de que chegará ao fim. O Sindicato recorrerá da decisão judicial, que foi divulgada neste sábado (27), conforme informou o representante do polo socioeducativo de Rondonópolis, Robson Machado.

Hoje (28) completa seis dias que os servidores entraram em greve por tempo indeterminado. De acordo com a diretoria do Sindicato da Carreira dos Profissionais do Sistema Socioeducativo de Mato Grosso (SINDSPSS-MT), a classe exige uma série de reivindicações da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

A greve foi decidida após uma assembleia em que os servidores de carreira se mostraram frustrados com a Sejudh, pelo não cumprimento de várias reivindicações.

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Em forma de se manifestar os servidores de Rondonópolis estão se reunindo todos os dias no Centro Socioeducativo da cidade. “Decidimos continuar com a greve por tempo indeterminado” explica Robson.

REIVINDICAÇÕES

Dentre as exigências da categoria, estão a reforma e construção das unidades socioeducativas para se adequarem aos padrões do SINASE (Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo) e ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), capacitação dos servidores, iluminação e limpeza nas unidades, auxílio alimentação para os servidores, a conclusão da unidade socioeducativa de Várzea Grande e escolta da Polícia Militar na saída de adolescentes.

SISTEMA SOCIOEDUCATIVO

O sistema socioeducativo, que lida com adolescentes infratores, possui unidades na capital e em municípios como Sinop, Barra do Garças, Cáceres e Rondonópolis. A unidade da capital, o Centro Socioeducativo de Cuiabá (conhecido como Complexo Pomeri), é a maior do estado.

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