Seria difícil para Felipe Massa e Valtteri Bottas repetir os pódios das etapas anteriores no GP de Cingapura deste domingo, vencido por Lewis Hamilton, novo líder do campeonato. O circuito travado de Marina Bay não se favorecia os carros do time britânico, em razão da exigência de grande carga aerodinâmica, e os colocavam atrás de Mercedes, RBR e Ferrari. Mesmo assim, o piloto brasileiro conseguiu sair de lá com um proveitoso quinto lugar, graças à administração do desgaste dos pneus em uma arriscada estratégia. O finlandês, por sua vez, por pouco não terminou em sexto, mas seus compostos se deterioram tanto na volta final, que ele acabou sendo superado pelos rivais e despencando para 11º. Apesar de só um deles chegar aos pontos, o chefe de engenharia do time, Rob Smedley, rasgou elogios ao trabalho da dupla:

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– Sabíamos que seria um fim de semana de limitação de danos. E no balanço final, devemos estar satisfeitos com o resultado, já que até as últimas curvas, nós éramos capazes de marcar os mesmo número de pontos de nossos rivais mais próximos no campeonato – disse Smedley.

Risco calculado

A entrada do safety car na 31ª volta, em razão de uma batida entre Adrian Sutil e Sergio Pérez, acabou pegando a Williams de surpresa. Voltas antes, Massa (22) e Bottas (23) haviam colocado pneus macios (os que desgastavam menos no fim de semana) e não valeria à pena entrar novamente nos boxes durante o período de paralisação. A saída encontrada pela equipe era pedir para os pilotos tentarem levar até o fim da prova (vídeo ao lado) – que tinha 61 voltas, mas terminou com 60 em razão do limite de tempo. Para isso, seria preciso uma incrível capacidade de administração do desgaste dos pneus.

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Perguntando pela reportagem da TV Globo, o diretor esportivo da Pirelli, Paul Hembery, classificou a missão como “impossível”. Mas Felipe Massa conseguiu. Com uma ajudinha de Bottas, que segurava o pelotão um pouco mais atrás, o piloto paulista foi capaz de conter a deterioração dos compostos ao longo de 48 voltas e cruzar em quinto. Já o finlandês, que fazia mágica para conter a pressão de Jean-Eric Vergne, Sergio Pérez, Kimi Raikkonen e Kevin Magnussen, não teve o mesmo sucesso. Um problema na direção assistida de seu FW36 o atrapalhou em administrar o desgaste, seus pneus ficaram em frangalhos justamente na última volta, e ele acabou sendo superado pelos rivais, cruzando a linha de chegada em 11º e ficando sem pontos.

– Nós assumimos um risco calculado com a estratégia e ela funcionou para Felipe, que ficou à frente de Raikkonen, que tinha um carro melhor. Mas com Valtteri não valeu a pena, já que ele ficou sem pneus na última volta. Os pilotos fizeram um trabalho magnífico ao volante e a equipe operou muito bem neste fim de semana. Mantemos o terceiro lugar no Mundial de Construtores, que era o objetivo do fim de semana, e agora estamos indo para pistas que combinarão melhor com nosso carro – concluiu o dirigente.

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Com o resultado de seus pilotos em Cingapura, a Williams manteve a terceira colocação no Mundial de Construtores, mas viu a Ferrari, quarta colocada, diminuir a desvantagem de 15 para oito pontos com o quarto lugar de Fernando Alonso e o oitavo de Kimi Raikkonen. Restando cinco etapas para o fim do campeonato, o time inglês possui 187 pontos, contra 178 da escuderia italiana.

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