Em outubro, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getúlio Vargas registrou, pela 1ª vez no ano, crescimento na margem, ao subir 1,2% frente ao mês anterior na série com ajuste sazonal. Mesmo com o avanço, o índice de 101,9 pontos é o segundo menor desde março de 2009 (100,4 pontos).

“Em que pese a elevação do índice de confiança em outubro, o quadro geral dos indicadores mostra uma percepção ainda desfavorável do setor. Se, por um lado, as expectativas melhoraram um pouco em outubro de forma disseminada, por outro, a visão das empresas sobre o presente continua piorando, com o Índice da Situação Atual alcançando o menor nível da série histórica iniciada em junho de 2008”, avalia Silvio Sales, consultor da FGV/IBRE.

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Em outubro, o avanço do ICS foi determinado pela melhora das expectativas dos empresários em relação aos meses seguintes: o Índice de Expectativas (IE-S), que havia recuado 1,0% em setembro, avançou 4,4%, chegando aos 124,6 pontos, recuperando parte da perda dos últimos dois meses. Já o Índice de Situação Atual (ISA-S) atenuou a melhora do ICS, ao cair 3,3%, após recuar 6,2% no mês anterior. Pelo segundo mês consecutivo, o ISA-S alcançou o nível mais baixo da série histórica iniciada em junho de 2008 (79,3 pontos).

A melhora do IE-S entre setembro e outubro ocorreu em 7 dos 12 segmentos pesquisados e foi determinada pelo aumento tanto do indicador de Tendência dos Negócios (4,4%), quanto pelo de Demanda Prevista (4,3%). A proporção de empresas esperando melhora da situação dos negócios aumentou de 32,8% para 36,0% e a parcela das que esperam uma piora diminuiu de 12,6% para 10,5%. A proporção de empresas prevendo aumento da demanda avançou de 31,1% para 32,5%, enquanto a parcela das que preveem demanda menor reduziu de 12,6% para 8,9%.

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O resultado negativo do ISA-S entre setembro e outubro atingiu 10 dos 12 segmentos pesquisados e foi determinado pela redução de 5,7% do indicador de Situação Atual dos Negócios e de 0,3% do indicador de Volume de Demanda Atual. A proporção de empresas que percebem a situação dos negócios como boa diminuiu de 16,9% para 13,8% e a das que avaliam esse aspecto como ruim aumentou de 28,0% para 30,0%. A proporção de empresas que avaliam o volume de demanda atual como forte aumentou de 8,9% para 9,9% e a parcela de empresas que o avaliam como fraco aumentou de 33,9% para 35,1%.

A edição de setembro de 2014 coletou informações de 2.089 empresas entre os dias 02 e 23 deste mês.

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