Pela sexta vez seguida, o Fundo Monetário Internacional reduziu sua previsão de crescimento da economia brasileira neste ano. De uma expansão de 1,3%, de acordo com a projeção mais recente, de julho, o fundo cortou para uma alta de 0,3% no relatório divulgado nesta terça-feira (7).

Se a previsão for confirmada, será o segundo pior resultado desde 1998, quando a economia não registrou crescimento. O fraco desempenho previsto para este ano só será melhor que a queda de 0,3% registrada em 2009.

No segundo trimestre deste ano, a economia brasileira encolheu 0,6%, depois de recuar 0,2% nos três meses anteriores. Com a sequência de dois trimestres seguidos de resultado negativo, configura-se um quadro que os economistas chamam de recessão técnica.

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Quando divulgou suas primeiras previsões para o crescimento de 2014, em abril do ano passado, o FMI esperava uma expansão de 4%.

“No Brasil, o PIB se contraiu no primeiro semestre do ano, refletindo o investimento fraco e uma moderação no consumo, devido a condições financeiras ‘mais apertadas’, à fraqueza continuada nos negócios e à confiança do consumidor.

Esses fatores, juntamente com a fraqueza da competitividade, deverão manter o crescimento moderado na maior parte da 2014”, afirma o FMI, em relatório.

Para o governo brasileiro, o PIB deverá crescer 0,9% neste ano, taxa acima da prevista pelos economistas do mercado financeiro do país, de 0,24%.

Para 2015, a previsão do FMI também foi revisada para baixo, de um crescimento de 2% para uma expansão de 1,4%.

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Outros países
Entre os países que estão no relatório, Estados Unidos, Espanha, Canadá e Índia tiveram suas perspectivas revistas para cima em relação às estimativas feitas em julho. Já a previsão para o crescimento da economia mundial em 2014 caiu, de 3,4% para 3,3%.

“A atividade econômica mundial, no primeiro semestre de 2014, foi mais fraca que o esperado, refletindo uma série de surpresas negativas, incluindo um inverno rigoroso e uma nítida correção de estoques no primeiro trimestre nos Estados Unidos, os conflitos na região da Rússia e Ucrânia e um crescimento mais lento na América Latina.”

De acordo com o relatório do FMI, após uma forte recuperação diante da crise global financeira, o crescimento global vem diminuindo a cada ano entre 2010 e 2013, de 5,4% para 3,3%. “A desaceleração foi parcialmente impulsionada por novos choques, tais como a crise da zona do euro.”

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