Um estudo divulgado pelo instituto colombiano Brookings mostra que Mato Grosso está entre os Estados mais violentos da América Latina. O relatório que é de outubro de 2014 também mostra que além do centro-oeste, as regiões norte e nordeste figuram no topo da taxa de homicídios em diversas categorias.

De acordo com o estudo o Estado mais afetado em relação à proporção e expansão, é o Pará, com alta taxa de homicídios em diversas categorias definidas pela organização que coletou os dados.

As pesquisas foram feitas com base em seis tipos de homicídios no Brasil, que são: crime agregado, homens, mulheres, jovens, ‘não-brancos’ e com armas de fogo. Também foi analisado a relação de determinados fatores sociais, como a pobreza, o analfabetismo, o desemprego e programas de desenvolvimento em grande escala, além da violência de regiões pontuadas.

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Conforme os dados em Mato Grosso, em específico, foram destacadas três categorias, correspondentes a homicídios agregados, homens e de pessoas ‘não-brancas’. Estes dados foram constatados na região norte do Estado, divisa com o Pará e Rondônia. Nestas mesmas áreas, foi acentuado o índice de todas as classes de homicídios estipulados pela organização.

Segundo os autores da pesquisa, alguns resultados do levantamento foram ‘previsíveis’. Estudos apontaram que pontos críticos decorreram em regiões onde há grande marginalização social, além de existir um número grande de mães solteiras. Por outro lado, foi constatado taxas bem menores onde programas federais de auxílio, como o Bolsa Família, atuam na população indicada.

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Os dados também descobriram que os projetos de desenvolvimento com alto impacto ambiental estavam ligados à violência contra as mulheres e postulou que o dado poderia ser por conta do fluxo de trabalhadores temporários nas regiões. “Com isso, há um aumento de prostituição nestas áreas, que correm pela fronteira com a Colômbia onde é forte o tráfico sexual” dizia o relatório.

O estudo também considerou os grupos criminosos que atuam nas cidades, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), que controla rotas de tráfico de drogas que passam por Rondônia e também por Mato Grosso, Estados fronteiriços à Bolívia e próximos à Colômbia, grandes produtoras de entorpecentes no mundo.

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Com base nos resultados, os autores recomendam políticas sociais mais efetivas, abordando a marginalização. Eles também discutem a importância do desenvolvimento de políticas que visam áreas geográficas inteiras – e não apenas certas comunidades – sob medida para os problemas específicos que afetam as populações nestas áreas.

Para eles, todas essas iniciativas – melhorar as condições sociais, eliminar a presença de grupos criminosos e criar um sistema de justiça mais eficiente- devem ser tomadas em conjunto para minimizar a violência no Brasil.

Para acessar o estudo na íntegra, clique aqui

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