Como já era esperado a greve dos bancários chegou ao fim em todo o país imediatamente após o resultado das eleições de 2014, da mesma foram que aconteceu em 2012 (leia aqui) nas eleições para prefeitos e vereadores.

O diferencial neste ano é que a greve começou no dia 30 de setembro, 5 dias antes das eleições e bem na época do pagamento da grande massa trabalhadora que novamente foram os mais prejudicados.

E ai fica uma pergunta no ar, por que os bancários não acordaram que a greve seria a partir do dia 6 de outubro, já com os salários sacados? Isso cria uma nuvem espessa sobre a real intenção da greve, que invariavelmente sempre também tem viés político.

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Quanto o viés político dessa greve que em ano eleitoral sempre acontece às vésperas do pleito, há duas reflexos a se fazer, seria um bem armado esquema do PT para criar um factoide que acertaria a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff, já que a CUT é um dos braços sindicais do Partido dos Trabalhadores? Ou seria uma ação para impedir que os candidatos que adoram abusar do poder econômico tenham mais problemas para movimentar vultuosos valores?

O fato é que a greve pode ter sim mais um fator a influenciar no resultado das eleições. Este ano mais de 500 mil pessoas deixaram de votar em Mato Grosso, alterando o quadro eleitoral e isso pode ter sido causado pela greve diante dos desdobramentos do fato, alguns trabalhadores podem ter ficado sem dinheiro para se deslocar, dentro de sua cidade ou para outras, cabos eleitorais podem ter ficado sem receber, o que diminuiria o número de votos e por fim aquele cidadão acostumado a vender o voto não foi abordado e aproveitou o ensejo para protestar não indo votar.

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Teoria da conspiração? Veremos na próxima eleição.

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