Nas eleições de 5 de outubro, PT e PMDB devem eleger as maiores bancadas na Câmara dos Deputados, de acordo com projeções do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) e da Arko Advice.

Segundo o analista político do Diap, Antônio Augusto Queiroz, os levantamentos do instituto apontam que no próximo pleito haverá a redução das bancadas dos principais partidos em relação a 2010 e o aumento de agremiações com representação na Câmara, que deve passar os atuais 22 para 28.

De acordo com Queiroz, a provável redução pode ser explicada pela criação de novos partidos, como PSD, Pros e SD, que tiveram importantes adesões e ocasionaram a perda de quadros em todos os grandes e médios partidos.

Já para a Arko, a tendência de redução das bancadas dos principais partidos também pode ser explicada pela desvinculação entre as campanhas presidenciais e as de deputados e pelo alto custo das campanhas levando a uma maior dificuldade para conseguir financiamento.

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Bancadas
Conforme o prognóstico do Diap, apesar de menores em relação às atuais bancadas, o PT e o PMDB continuarão, respectivamente, como primeira e segunda maiores bancadas. O PSDB continuará em terceiro lugar. O PSD e o PP disputam a quarta ou quinta posição. O PR e o PSB disputam a sexta, seguidos do DEM, do PTB, do Pros, do SD, do PDT e do PCdoB.

A Arko Advice também prevê que a próxima legislatura (2015-2018) na Câmara será de maior pulverização partidária. Segundo o instituto, dos atuais 32 partidos registrados na Justiça Eleitoral, apenas quatro agremiações (PSTU, PCB, PCO e PPL) não devem eleger representantes.

Base aliada
O estudo da Arko mostra ainda que, se for reeleita, Dilma Rousseff (PT) terá a maior base de apoio entre os três principais candidatos à Presidência da República. A coligação de Dilma deve eleger entre 240 e 355 deputados. Atualmente, a base governista conta com 340 deputados.

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Já o candidato Aécio Neves (PSDB), se eleito, terá uma base de sustentação que pode variar entre 100 a 135 deputados. Hoje, os partidos que apoiam o tucano na Câmara somam 118 parlamentares.

Marina Silva (PSB), caso se eleja, terá entre 35 a 50 deputados. Hoje, Marina tem o apoio de 32 deputados.
Esse apoio é importante para o presidente da República aprovar reformas constitucionais, que precisam de quórum de 3/5 dos votos dos parlamentares (ou seja, 308 deputados). Já para aprovação de uma lei complementar, é preciso maioria absoluta da Casa, o que significa 257 deputados.

Negociação
De acordo com estudo publicado pela Arko, o presidente eleito, seja ele quem for, terá que negociar a adesão de outras legendas à base governista para poder aprovar projetos. “Diante da previsão de que haverá nove legendas médias, com bancadas de 20 a 40 parlamentares, o governo estará nas mãos deles”, aponta o levantamento do instituto.

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Para o analista do Diap, a julgar pelos aspectos apontados, o próximo presidente da República irá negociar com vários partidos caso a caso para formar maioria pontual. “Em um cenário desses, as chances de reformas estruturais são praticamente nulas. Ou haverá pressão popular ou o ‘toma-lá-dá-cá’ tende a aumentar”, afirma Queiroz.

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