A FIA vai abrir uma investigação urgente sobre as circunstâncias do acidente com Jules Bianchi durante o GP do Japão, no último domingo. De acordo com o jornal inglês “The Telegraph”, o presidente da entidade, Jean Todt, convocou o diretor de provas da F-1, Charlie Whiting, para conduzir um relatório sobre as possíveis causas da grave batida sofrida pelo piloto francês de 25 anos. O documento precisará ser concluído antes do GP da Rússia, que acontece neste fim de semana, em Sochi.

O filho de Todt, Nicolas, é empresário, amigo de Bianchi e tem estado ao lado da família do piloto da Marussia no Japão. Os pais de Bianchi chegaram ontem à noite ao Hospital Geral de Mie, após uma difícil viagem da França ao país asiático, que está sendo afetado pela passagem do tufão Phanfone e sofre com atrasos de até sete horas nos voos internacionais.
O detentor dos direitos comerciais da F-1, Bernie Ecclestone, também pediu uma investigação independente sobre o episódio que maculou a etapa disputada no circuito de Suzuka. Em entrevista ao jornal inglês “The Times”, o chefão da categoria destacou os avanços na segurança dos carros, mas ressaltou a importância de esclarecer as dúvidas que cercam o acidente com o piloto da Marussia, que segue internado em estado crítico.

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– Temos feito muito pela segurança. Hoje em dia, você vê um acidente na pista e o motorista rapidamente se livra do cinto de segurança, tira o volante e salta para fora, ileso. Eu costumo dizer que, se eu tiver de sofrer um acidente, gostaria de estar em um carro de Fórmula 1, porque eles são os mais seguros do mundo. Mas as coisas acontecem e temos que descobrir a causa. Isso aconteceu com um jovem que é muito próximo de todos nós e tem causado um choque terrível para todos – disse Ecclestone.
A necessidade de investigar as causas do acidente de Bianchi é um consenso nos bastidores da Fórmula 1. O austríaco Alexander Wurz, que sucedeu o brasileiro Rubens Barrichello na presidência da Associação dos Pilotos (GPDA), pediu para que os competidores evitem dar opiniões sobre o episódio, até que as investigações apontem as verdadeiras conclusões sobre a forte batida de Bianchi em um guindaste que estava na pista, rebocando a Sauber do alemão Adrian Sutil.

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– As investigações precisam ser feitas em um círculo fechado, para assegurar o respeito e a privacidade para a família de Jules, assim como garantir que o processo de análise seja feito da melhor forma possível. Todos concordamos que precisamos investigar e discutir este acidente tão terrível. Mas, antes de chegarmos às conclusões, é preciso ouvir todas as partes envolvidas, para que tenhamos as respostas certas para todas as questões – opinou Wurz, que correu pela Benetton, McLaren e Williams, entre 1997 e 2007.
A Marussia divulgou um comunicado nesta terça-feira, em nome da família de Jules Bianchi, em que afirma que o piloto possui uma “lesão axonal difusa”, trauma grave em decorrência do impacto do cérebro com as paredes do crânio devido a fortes desacelerações, e se encontra em estado crítico, porém estável. Ainda segundo o comunicado, os profissionais médicos do hospital japonês estão oferecendo o melhor tratamento possível ao jovem de 25 anos desde o acidente que provocou o encerramento do GP do Japão nove voltas antes do previsto.

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