O papa Paulo VI foi beatificado neste domingo (19) no Vaticano,  como parte da cerimônia que encerrou a 3ª Assembleia-Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, cujo tema foi o papel da família. Paulo VI foi o 13º pontífice beatificado pela Igreja Católica.

O processo de beatificação, iniciado em 11 de maio de 1993, foi aprovado em 10 de maio pelo papa Francisco, cinco dias depois de os cardeais e bispos da Congregação para a Causa dos Santos considerarem válido um milagre atribuído a Paulo VI. No começo da década de 1990, a cura de um feto diagnosticado com graves problemas cerebrais na Califórnia, Estados Unidos, foi atribuída a Paulo VI. À época, a mãe se recusou a abortar e a criança acabou nascendo saudável.

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Na sua intervenção, o papa Francisco destacou Paulo VI como um homem que conduziu a Igreja com sabedoria e visão de futuro. “Paulo VI, em um momento em que estava surgindo uma sociedade secularizada e hostil, soube conduzir [a Igreja] com sabedoria e visão de futuro”, ressaltou, durante a homilia da beatificação.

O papa lembrou ainda como Paulo VI definiu o sínodo, uma forma de “adaptar os métodos de apostolado às múltiplas necessidades do tempo e das condições da sociedade”.  Ainda segundo Francisco, “Paulo VI soube de verdade dar a Deus o que era de Deus, dedicando toda a sua vida à tarefa de dar continuidade à missão de Cristo na Terra”.

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Giovanni Montini, que escolheu o nome de Paulo para mostrar a sua missão de propagação da mensagem de Cristo, tornou-se papa em 21 de junho de 1963, tendo sido o primeiro líder da Igreja Católica a viajar pelos cinco continentes e o primeiro a conversar com o líder da Igreja Anglicana e com os dirigentes das diversas igrejas ortodoxas orientais. Ele morreu em 6 de agosto de 1978.

Na cerimônia de hoje, além de Francisco, esteve presente o papa emérito Bento XVI, que em dezembro do ano passado autorizou a avaliação da Congregação para a Causa dos Santos em relação à ”heroicidade das virtudes” do pontífice que o designou cardeal, no final dos anos 1970.

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