Os internautas veem com bons olhos a saída das torcidas organizadas dos estádios do futebol. Ao menos foi o que apontou a enquete promovida pelo “Arena SporTV” , que perguntou se o telespectador é a favor da proibição das uniformizadas nos estádios. Com 53,8% dos votos, o “sim” venceu a enquete, que teve 6.711 votos. Outros 46,2% se disseram a favor delas.

O tema foi debatido por conta das punições em Minas Gerais. Três organizadas foram proibidas de frequentar os estádios brasileiros por seis meses por conta dos fatos ocorridos no último clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, no dia 21 de setembro, no Mineirão. Para o comentarista Belletti, a ação foi correta.

– Nem todas são violentas, muitas são feitas entre amigos, vão para o estádio fazer festa e incentivar os mais tímidos. Mas concordo com a medida, acho interessante, torcedor tem de mostrar paixão dele pelo clube, não pela instituição da torcida organizada. Meu filho torce para o Atlético-MG, quer camisa do Atlético-MG, não da torcida. É um rumo que se toma e acho válido, pois inibe as agressões verbais nos estádios, as agressões fora dele, quem sabe traz um pouco de paz – comentou, durante o programa.

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O comentarista da Rádio Globo Marcelo Bechler acredita que o banimento das organizadas seria uma medida extrema e ruim, já que muita gente seria punida sem ter nenhuma culpa.

– Sou contra, acho que a questão é individualizar a pena. É pegar o que eu brigou, o mau torcedor e proibí-lo de ir no estádio, isso está no Estatuto do Torcedor. Proibir a torcida organizada fica mais difícil de identificar, pois são os mesmos caras com outras roupas. Não mudam as atitudes. Algumas são boas torcidas, geralmente menores, em grupos de amigos, e elas não devem ser punidas como as maiores que são mais violentas. Se você individualizar e tornar a torcida organizada algo atrativo para o jogo, eu prefiro – afirma.

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ENTENDA A PUNIÇÃO

Torcedores que fazem parte das facções Galoucura, da Máfia Azul e da Pavilhão Independente não poderão circular em um raio de cinco quilômetros de qualquer estádio brasileiro, em dias e horários de partidas, durante seis meses, “portando ou exibindo qualquer vestimenta, faixa, bandeira, instrumento musical ou qualquer objeto que possa caracterizar a presença da torcida nos estádios ou seus respectivos entornos nos dias de jogos”. Além do período determinado, a punição vale pelos próximos cinco clássicos.

A medida, que começa a valer a partir do próximo dia 3 de outubro, foi tomada pelo promotor de defesa do consumidor do Ministério Público e coordenador do Procon de Minas, Fernando Abreu, que analisou documentos e imagens por ele solicitados após as confusões ocorridas no clássico entre os rivais no último dia 21 de setembro.

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