A seletiva do The Ultimate Fighter Brasil 4, realizada na segunda-feira, bateu recorde e foi bastante comemorada pelo UFC. Exatos 562 atletas das categorias dos leves (até 70kg) e galos (até 61kg) participaram do processo no hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro, o que superou todas as outras edições do reality show pelo mundo desde que o programa passou a ter pré-requisitos, como cartel positivo e superior a três lutas (verificáveis no Sherdog, site especializado em dados de lutadores), e idade entre 18 e 35 anos – isso aconteceu no TUF 9 nos EUA. E, contando desde a primeira temporada, foi o segundo maior número de candidatos, perdendo somente para uma seletiva realizada em Chicago, que teve cerca de 800. As informações foram confirmadas pelo GloboEsporte.com junto à produção do TUF Brasil 4.
A seletiva foi dividida em três partes: 1 minuto e 30 segundos de grappling (luta agarrada) com os lutadores em duplas; 40 segundos de manopla, cada lutador com a ajuda de um instrutor; e as entrevistas individuais. Todas as etapas foram eliminatórias. O processo para a seleção dos 32 que competirão nas 16 lutas de classificação para a casa ainda vai levar alguns meses.
Diversos nomes de destaque do MMA nacional e até internacional participaram da seletiva. A maioria dos lutadores conhecidos estava na divisão dos leves. Como na casa é preciso perder peso num curto espaço de tempo, muitos atletas que costumam lutar entre os galos optaram por se inscrever nos leves, como Jonas Bilharinho e Fabiano Jacarezinho, que tinham duelo marcado pelo cinturão até 61kg do Jungle Fight. Outros nomes conhecidos até 70kg são: Alexandre Capitão, Fabiano Soldado, Renato Moicano, Diogo Fofão, Nazareno Malegarie, Celsinho Venicius, Alexandre Sangue, Raoni Barcelos, Gustavo Coelho, Rander Junio, Guilherme Carcaça, Ary Santos, Paulo Bananada, Felipe Froes, Felipe Nilo, João Paulo Rodrigues, Lúcio Curado, Gabriel Silva e Nikolas Motta.
João Paulo Rodrigues, que passou anos como único a ter vencido Renan Barão, até a derrota do conterrâneo para TJ Dillashaw, tentou a sorte e fez o mesmo que Jonas e Jacarezinho:
– Quero dar uma guinada na minha vida, dar uma vida melhor aos meus familiares. Estou indo de 70kg, mas entrando no UFC vou baixar para 61kg e vou buscar o cinturão que já foi de Renan Barão. Eu era o único a ter vencido o Barão. Como o Dillashaw ganhou também, quero ir lá e vencer o Dillashaw para trazer o cinturão de volta para o Brasil.
Alexandre Capitão é campeão peso-pena (até 66kg) do Jungle e busca, enfim, ser contratado pelo UFC. Ele espera que seu cinturão seja uma credencial para facilitar a entrada na casa:
– Tomara que seja. Estou esperando essa oportunidade faz tempo. Não sei se vai contar muito.
Outro que sempre tem seu nome especulado em relação a uma possível ida para o UFC é o argentino Nazareno Malegarie. Ele, que também compete entre os galos e se inscreveu entre os leves, até pouco tempo atrás era companheiro de equipe de Santiago Ponzinibbio, o argentino “gente boa” do TUF Brasil 2. Mas Nazareno evita a comparação:
– “Gente boa” é o Santiago. Eu sou só o argentino (risos). Pretendo seu eu mesmo. Sei que na parte e lutas tenho condições de me dar bem na casa. E sou carismático também. Falo inglês, espanhol e português fluentemente. Acho que não preciso fazer um personagem. Meu jeito já vai ser legal.
Já na categoria dos galos, alguns dos nomes conhecidos foram: Anderson Berinja, Leandro Higo, Mario Israel, Dileno Lopes, Francisco de Assis, Matheus Mattos, Júnior Abedi, Marcos Cabecinha, Reginaldo Vieira, Gilberto Cangaceiro, Pedro Silveira, Zeilton Nenzão e Renato Velame.
Atleta da equipe de Clayton Mangueira, do Rio de Janeiro, Marcos Cabecinha mostrou muita esperança em conseguir a vaga para conseguir sair da comunidade onde vive:
– A expectativa é muito grande. Espero me sair muito bem e ficar entre os melhores para poder lutar no UFC. Quero ajudar muitas pessoas que não têm essa chance e mostrar que tudo é possível. Para mim seria uma mudança de realidade. Vai ser um troféu, aquele momento que todos os lutadores querem.
Para os que passaram nas duas primeiras etapas e se classificaram para a entrevista, o produtor-chefe do programa, o americano Dan Farmer, fez um discurso honesto:
– Queremos personalidades fortes. Se você for chato na entrevista, vai se dar mal. Então, não estrague tudo.
Joe Silva, principal matchmaker (casador de lutas) do UFC e que selecionou os lutadores com a ajuda de Sean Shelby, o outro matchmaker da empresa, afirmou que o mais importante é que cada um já fez profissionalmente até aqui:
Para nós, a coisa mais importante que estamos procurando é seu cartel. É ótimo que você vá bem no grappling e na manopla, mas o que realmente precisamos saber é como se saiu em lutas de verdade. Nosso objetivo é encontrar o melhor lutador que mundo entre os que ainda não estão assinados com a gente.
Joe Silva, por sinal, aprovou o que viu na seletiva e deu esperança aos que foram rejeitados:
– Estou muito feliz com o que vi. Vimos ótimos caras, ótimas finalizações, muita coisa boa na trocação e tivemos bons cartéis.

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