A plateia formada por familiares e amigos dos alunos do Centro Cultural José sobrinho foi surpreendida por duas apresentações artísticas esta semana. O recital de violão levou ao palco 22 alunos que se dedicam às aulas desde abril deste ano e já têm um repertório para apresentações, com músicas em estilos bem variados, que vão desde o sertanejo raiz, MPB até o clássico.

O professor Nilton Abreu de Oliveira diz que é difícil destacar um ou outro talento na turma, porque quem frequenta as aulas tem se dedicado bastante à arte. “Temos muitos alunos bons, que, além do violão, mostraram dom para o canto, foi realmente surpreendente”.

A aluna Verônica Luane Ribeiro da Silva, de 11 anos, mostrou habilidade com o vilão e aproveitou para apresentar sua preferência pelo MPB. “Meu avô tocava violão e me ensinou a gostar da música. Agora que tive aulas posso até me apresentar em público e penso em seguir carreira”.

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A mãe de Verônica, Dona Lucimar Ribeiro Bueno, até já se acostumou ao talento da menina, que desde bem pequena canta e ‘arranha’ um violão em casa. Para ela, a herança é realmente do avô e, mesmo sendo normal ouvir a filha cantar, ela acredita num crescimento profissional com as aulas no Centro Cultural.
Violino e violoncelo

Na noite desta quinta-feira foi a vez do grupo de 37 alunos do professor Vinícius Cachucho, que passaram os últimos seis meses nas aulas de violino e violoncelo. Num espetáculo que animou a plateia, o recital marcou o semestre com resultados que impressionaram também ao professor. “Do grupo todo temos uma média de 20% que realmente se superaram. Um dos nossos alunos já está dando aulas e garantindo até um salário interessante para um garoto de 14 anos”.

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E na apresentação individual, Kainan Brunno Souza Cavalcante fez jus ao elogios do professor e tocou Prelúdio de Bach solo no violoncelo. Kainan descobriu o Centro Cultural a pouco tempo e não deixou a oportunidade passar. Aproveita as horas de folga da escola e vem para lá, onde dedica horas e horas ao estudo de violino e de violoncelo. “Aqui tem bons professores e as aulas são de graça. Quem gosta de música como eu, pode aprender e se tornar até profissional”.

Para o gerente do Centro Cultural José Sobrinho, Maurílio Fagundes, os recitais servem de incentivo aos alunos, além de ser uma maneira para que eles mostrem o resultado dos cursos. “Nós oferecemos aulas de instrumentos, danças, pintura e outras artes. Hoje o Centro Cultural comemora o sucesso dos seus alunos e apresenta para os pais o resultado dos trabalhos que realizamos aqui com alunos de todas as idades”, disse Maurílio Fagundes.

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