Um casal de palhaços que viaja pelo Brasil em um Fusca fez uma parada em João Pessoa nesta semana. Rafael Trevo e Letícia Marins saíram de São Paulo em fevereiro e já passaram por Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco antes de chegarem à Paraíba. A dupla, que forma a Companhia da Sorte, viaja levando o projeto Sementes da Sorte, que integra circo e educação ambiental, a 13 estados e mais o Distrito Federal.

Trevolino e Lelê, os palhaços, chegaram em João Pessoa na segunda-feira (10) e já devem partir para o Rio Grande do Norte na outra segunda (17). Porém, eles pretendem voltar à Paraíba ainda em novembro para visitar cidades do interior como Campina Grande, Areia e Guarabira. Neste sábado e domingo (15 e 16), a dupla apresenta o espetáculo “Segura Mamãe” no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, a Bica, em João Pessoa, sempre às 15h.

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“O nosso objetivo é trabalhar com circo e educação ambiental e levar espetáculos e trabalhar com arte como meio de conscientização em locais que, às vezes, não têm muito acesso à cultura, como comunidades e cidades menores”, esclareceu.

Além de meio de transporte, o Fusca também é um ajudante no projeto. Ele serve como palco das apresentações de espetáculos circenses e como base para a projeção de filmes para as crianças beneficiadas pelo projeto. O veículo, que pertence a Rafael há 8 anos, é um modelo de 1964. “O Fusca é bom demais. Quando dá algum problema, o Rafael mesmo que arruma”, comentou Lelê.

O projeto trabalha com quatro vertentes – ou quatro pétalas, como eles preferem chamar. A primeira são os espetáculos e números circenses, que começam pelo circo-teatro e passam por mágica e malabarismo em praças públicas, escolas e até na rua mesmo. “Qualquer espaço é lugar para a gente fazer as apresentações”, garante a palhaça.

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O casal também investe na vertente da arte-educação, por meio de oficinas. São oferecidas duas oficinas para crianças, uma de malabarismo e outra de consciência ambiental, e uma terceira para pessoas de 15 anos ou mais que já são artistas ou integram turmas de aula de teatro. Nesta última, eles aprendem a construção de número cômico, ou seja, a trabalhar a comicidade e a palhaçaria.

A terceira pétala são as intervenções nas ruas, sem hora marcada, em que o casal leva poesia a espaços públicos e também doa flores para desconhecidos. Para finalizar as quatro vertentes, há o Cine Consciente. “Nosso objetivo não é só passar o cinema como entretenimento.

Em cada cidade, a gente escolhe um tema relevante e promove o debate. Nesta semana, por exemplo, falamos sobre o lixo”, explicou Lelê.

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O projeto foi viabilizado por meio de financiamento coletivo na internet e quem tiver interesse em contribuir com o casal ainda pode ajudar. Além da campanha nas redes sociais, os palhaços ainda passam o chapéu no fim dos espetáculos para garantir a manutenção do projeto.

A companhia ainda é ajudada por meio de trocas e apoios de hospedagem, combustível e alimentação de algumas secretarias de cultura das cidades em que passa.

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