O poeta cuiabano Manoel de Barros, 97 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (13). Considerado um dos maiores autores da língua portuguesa, ele estava internado desde o último dia 24,  em Campo Grande (MS) devido a uma obstrução intestinal. Segundo a assessoria do hospital, o poeta faleceu devido à falência múltipla de órgãos.

O poeta era considerado um dos maiores autores da língua portuguesa. O governador Silval Barbosa (PMDB) decretou luto oficial de três dias no estado pela morte do escritor.

Manoel Wenceslau Leite de Barros era advogado, fazendeiro e poeta. Nasceu em Cuiabá, no Beco da Marinha, às margens do rio Cuiabá, em 19 de dezembro de 1916. Filho de João Venceslau Barros, capataz na região, Manoel se mudou para Corumbá, no Pantanal sul-mato-grossense, onde passou a infância. Nos últimos anos, o poeta morou em Campo Grande e levou uma vida reclusa ao lado da esposa.

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Obras

Manoel de Barros publicou seu primeiro livro, “Poemas concebidos sem pecado”, em 1937. Sua última obra, “Escritos em verbal de ave”, foi publicada em 2011. Em novembro do ano passado a editora Leya lançou a obra completa do poeta, com título de “A biblioteca de Manoel de Barros”. São, ao todo, 18 volumes. A edição especial incluiu um poema até então inédito, “A turma” (2013), o último escrito pelo autor. A coleção também trazia os cinco livros infantis feitos pelo poeta.

Ao longo da carreira de sete décadas, ganhou o Prêmio Jabuti duas vezes, em 1990 e 2002, com as obras “O guardador de águas” (1989) e “O fazedor de amanhecer” (2001). Em 2000, foi premiado pela Academia Brasileira de Letras.

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