O roteiro que parecia esgotado pelo Atlético-MG voltou a se repetir em mais uma noite mágica no Mineirão. Precisando vencer por três gols de diferença e sem levar nenhum para avançar à final da Copa do Brasil, o Galo saiu atrás no placar, mas na base da raça e com o apoio da torcida fez os quatro gols que necessitava para se garantir na decisão. O jogo teve praticamente de tudo, desde um encontrão entre Levir Culpi e Eduardo da Silva, passando por laterais cobrados por Marcos Rocha, que causavam perigo de gol todas as vezes, até culminar com a emoção geral de jogadores e torcedores depois da vitória por 4 a 1 sobre o Flamengo.

LATERAL INFERNAL

Desde a estreia na Libertadores do ano passado, os laterais cobrados por Marcos Rocha passaram a ser uma arma conhecida pelos rivais do Atlético-MG, já que o jogador consegue colocar a bola no meio da área, como se fosse um escanteio. Mas diante do Flamengo a arma foi usada como nunca, e desde o primeiro minuto ficou claro que ela ia incomodar muito o sistema defensivo Rubro-Negro.

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QUASE GOLAÇO, MAS NÃO FEZ FALTA

Tardelli fez uma jogada espetacular na área do Flamengo, e com Paulo Victor praticamente batido, o atleticano conseguiu acertar a trave. O que seria um golaço virou gol do rival dois minutos depois. Mas para felicidade do atacante e da torcida atleticana, o quase golaço acabou não fazendo falta no final.

JOGO AÉREO DÁ RESULTADO, MAS COM O PÉ DE CARLOS

Eram escanteios, laterais e bolas alçadas na área do Flamengo o tempo todo. O zagueiro Leonardo Silva ganhava quase todas, mas na que acabou passando em branco após um peixinho, a bola caiu no pé de Carlos, que só empurrou para dentro. A esta altura o Galo empatava o jogo e abria caminho para mais uma classificação espetacular.

ENCONTRÃO ENTRE TÉCNICO E JOGADOR

A partida seguia eletrizante dentro de campo, com cada palmo de gramado sendo disputado com muita intensidade entre jogadores de Atlético-MG e Flamengo. Mas as disputas mais ríspidas chegaram também à beirada do campo, quando o atacante Eduardo da Silva acabou trombando com o técnico Levir Culpi. Felizmente ninguém ficou ferido.
MAIS UM GOL DE VELHO CONHECIDO

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De quase reforço em 2007, Maicosuel se tornou uma verdadeira pedra no sapato do Flamengo desde a não concretização do negócio. Pelo Botafogo ele fez gol e sempre foi um dos jogadores que mais incomodou o Flamengo na época. Agora com a camisa de outro alvinegro, o Atlético-MG, Maicosuel marcou pela segunda vez. O primeiro foi no Brasileirão, na derrota por 2 a 1, e nessa quarta o mais importante, o segundo do Galo na vitória por 4 a 1.

O OUTRO LADO DE DÁTOLO

Se na partida disputada no Maracanã, o argentino Dátolo foi um dos piores em campo, lento, sem criatividade e errando quase tudo que tentou; na partida no Mineirão, o torcedor atleticano viu o outro lado do gringo, com certeza um muito mais atrativo. O meia mostrou qualidade no domínio de bola, levou perigo nas jogadas de bola parada, mas foi decisivo mesmo ao acertar um chute forte, no cantinho de Paulo Victor. Era o terceiro gol do Galo.

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XODÓ COROADO

Mais recuado do que na sua posição original, Luan foi realmente uma peça decisiva no esquema de Levir Culpi. Poupado no Rio por causa de dores nas costelas, o xodó da massa atleticana não se poupou em nenhum segundo na partida do Mineirão. Quando os próprios jogadores pareciam não acreditar, ou não ter forças para buscar o resultado, ele seguiu com muita disposição e raça, o que serviu de motivação para os demais. Como no futebol há dessas situações, Luan acabou premiado com o gol da classificação, nos minutos finais da partida.

APITO FINAL, E EMOÇÃO GERAL

Quem olha de fora pode imaginar que esse grupo de jogadores do Atlético-MG se acostumou a reverter quadros que parecem impossíveis. Foi assim diante de Newell’s Old Boys-ARG e Olímpia-PAR, na Libertadores do ano passado, e diante do Corinthians, na Copa do Brasil. Mas depois de mais um 4 a 1, que garantiu vaga na decisão, os jogadores não seguraram as lágrimas. Nem mesmo o técnico Levir escondeu a emoção.

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