Hector Lombard definitivamente quer enfrentar Tyron Woodley. O meio-médio cubano radicado na Austrália garante que já fez de tudo para que o americano aceite enfrentá-lo. Escalado para enfrentar Josh Burkman no UFC 182, o cubano radicado na Austrália diz ter dado um exemplo à toda a divisão dos meio-médios, aceitando lutar contra um estreante no UFC que vem de derrota na disputa do cinturão do WSOF mesmo sendo o número seis do ranking do UFC. Lombard aproveitou para mandar um recado para Tyron Woodley, que recusou fazer a luta principal do UFC na Austrália contra Lombard, alegando que o duelo não funcionaria para e ele e para sua marca, e que eles são parceiros de treino na American Top Team.

– Definitivamente provei o que estou falando e dei dois exemplos na prática. O primeiro: se estão me pagando para lutar nos meio-médios, eu tenho que dar um jeito de estar pronto e no peso para lutar contra qualquer um nos meio-médios. O segundo: para que minha luta aconteça, não me liguem, apenas ponham um lutador na minha frente. Eu vou lutar e seguir em frente. Acho que minha atitude foi um exemplo para Tyron Woodley. Eu não escolho adversários. Temos que lutar contra quem for. Acho que o UFC deveria ser mais duro nesse ponto.

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Para Lombard, a razão real da recusa de Woodley é simples: saber que vai perder.

– A verdade é que ele recusou me enfrentar porque sabia que iria perder. Estou cansado de desafiar esse cara. O que mais eu devo fazer para que ele me enfrente? Por que não podemos lutar? Ele diz que que a luta não faz sentido para ele porque eu sou o número seis do ranking e estoou abaixo dele. Mas ele acabou de enfrentar Dong Hyun Kim, que está abaixo de mim no ranking… E mais: nós nunca fomos parceiros de treinos. Parceiros de treinos são Cain Velásquez e Daniel Cormier, que se ajudam mutuamente e trabalham juntos todos os dias. Não considero um companheiro de treinos um cara que vai à mesma academia que eu e só usa o que tem lá, faz seu próprio horário e depois vai embora. Woodley não pensa nos demais atletas que estão lá e que precisam treinar com outros atletas. Ele não é meu companheiro de treinos e nem meu amigo. Ele está na minha divisão, e vamos ser sinceros, não precisamos nos matar. Apenas lutar.

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O cubano afirmou que não teria problema algum em enfrentar um companheiro de treinos. Para ele, a luta apenas mostra quem é o melhor, independente da relação de amizade que existe entre eles.

– Eu lutaria com um companheiro de treinos meu sem problema algum, apenas para tirar a prova de quem é o melhor. Não é algo do tipo: “Não quero lutar com ele porque não quero matá-lo”. Neste esporte ninguém morre e ninguém se lesiona com gravidade. É um esporte. Você se machuca muito mais nos treinos que na luta em si. Não entendo porque há lutadores que dizem que não lutam com este ou aquele atleta. Se você quer ser o melhor do mundo, tem que enfrentar quem for. Por exemplo: Robbie Lawler é um dos caras mais legais que eu conheço. Não tenho qualquer problema com ele, é um cara muito legal mesmo. Mas, se tivéssemos que lutar, lutaríamos um contra o outro. É parte do jogo, como uma partida de xadrez.

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