Marcio Lyoto chegou a final do TUF Brasil 3 demonstrando um estilo de lutar parecido com o de Lyoto Machida, motivo pelo qual tem esse apelido. Porém, foi dominado na final do reality show por Warlley Alves, pelo peso-médio (até 84kg), quando foi finalizado no terceiro round. De volta para a sua categoria de origem, a dos meio-médios (até 77kg), ele prometeu mostrar evolução no dia 20 de dezembro, quando enfrenta Tim Means, no UFC: Machida x Dollaway, em Barueri-SP, e reconheceu que o nervosismo lhe atrapalhou na decisão do programa.

– Na luta com o Warlley, ele conseguiu fazer um jogo que me anulou muito, não me deu espaço para lutar. Acho que o fator psicológico me travou, ficou aquela coisa de ser a luta da minha vida, teve toda aquela promoção de final do TUF, isso me deixou travado. Com certeza desta vez estou mais preparado, até pelo fato de ser card preliminar, ter que subir degrau a degrau tentando conquistar espaço. Mas melhorei muito meu muay thai, jiu-jítsu, caratê e vou estar muito mais preparado desta vez. Vai ser um novo Marcio Lyoto – garantiu, em entrevista ao Combate.com.

Leia também:  Cuiabá Arsenal faz vaquinha para viajar à semifinal no Nordeste

Para alcançar a evolução esperada, Marcio Lyoto realizou a maior parte de sua preparação nos Estados Unidos, na Black House, treinando com nomes de peso, como Anderson Silva, Lyoto Machida e Tarec Saffiedine. Foram três meses por lá. No dia 20 de novembro ele retornou para Florianópolis para encerrar seu camp na Team Tavares, equipe de seu treinador e empresário Thiago Tavares.

O combate contra Means promete ser um duelo de estilos parecidos, já que ambos são nocauteadores canhotos. O americano tem 21 vitórias, sendo 15 delas por nocaute ou nocaute técnico, além de seis derrotas e um empate. Já Lyoto tem 12 triunfos e um revés e já nocauteou 10 adversários na carreira.

Leia também:  Circuito de Tênis começa nesta quarta em Cuiabá

– Somos dois atletas da trocação, strikers. O perigo é o mesmo de um lado e de outro. Tenho que tomar cuidado com a mão dele, é canhoto como eu e joga muito bem a mão. Também preciso ficar atendo com os chutes frontais e cotovelada rodada, só que eu estou pronto, estudei bem para essa luta e, se eu controlar ele na minha distância, o perigo dimuinui e boto meu jogo em prática com a minha trocação. Pretendo fazer uma luta em pé até um dos dois caírem porque acho que vai ser pancadaria. Não pretendo levar para o chão e acho que ele também não. Mas, em contrapartida, vi lutas dele, principalmente a última com o Hernani, e vi que no final do round ele tentou derrubar, só que, como não é wrestler por excelência, não teve facilidade. Ele pode tentar me botar para baixo para garantir um round, mas não espero isso dele não – analisou.

Leia também:  1º Campeonato de Futebol Amador é suspenso temporariamente

Marcio ainda comemorou o fato de desta  vez enfrentar um estrangeiro no Brasil e poder contar com o apoio maciço dos torcedores.

– Isso vai ser a realização de um sonho. Lutar no UFC dentro do Brasil com a torcida a seu favor. Essa é a minha vez de passar por esse momento. Vai ser aquele gás ter a torcida a meu favor. Com certeza vai ser o fator motivacional para trazer essa vitória – concluiu.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.