A Organização Mundial da Saúde (OMS) revisou para baixo o total de mortos e contaminados pelo ebola no mundo. De acordo com um novo balanço da agência das Nações Unidas divulgado nesta quarta-feira (5), referente ao dia 2 de novembro, 4.818 pessoas morreram de um total de 13.402 infecções detectadas em oito países.

Os números publicados anteriormente, em 31 de outubro, totalizavam 13.567 casos e 4.951 mortos. Apesar da diminuição, a entidade repetiu um alerta de que os números continuam a ser baixos por causa da falta de notificação.

A mais grave epidemia de ebola desde que o vírus foi identificado, em 1976, surgiu na Guiné no fim de dezembro de 2013. Desde então, a Libéria registrou 6.525 casos e 2.697 mortos.

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Em Serra Leoa, ainda que o número de novos casos registrados em uma semana (435) seja elevado, o balanço mudou profundamente e contabiliza 1.070 mortos (contra 1.510 divulgados anteriormente) entre 4.759 casos declarados (a cifra anterior era de 5.338 casos).

Na Guiné, foram registrados 1.731 casos e 1.041 mortos. Noventa e três novos casos foram identificados no país e 89 novos casos prováveis na Libéria.

A implantação de laboratórios para detectar a presença do vírus ajudou a identificar melhor os casos. Atualmente, funcionam em 62% dos distritos afetados.

O balanço na Nigéria e no Senegal se manteve inalterado após 42 dias, sendo que 20 casos (dos quais 8, fatais) foram registrados na Nigéria, e um no Senegal: um estudante guineano, que teve a cura anunciada pelas autoridades em 10 de setembro. Estes dois países foram retirados da lista de países castigados pela epidemia.

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Uma menina de dois anos, vinda da Guiné, morreu no Mali, após ser infectada pela doença.

Os funcionários da saúde são particularmente afetados pela epidemia, com 310 mortes e 546 infecções em todos os países.

Fora da África
Nos Estados Unidos, dois funcionários sanitários foram infectados em um hospital do Texas, onde um paciente liberiano, que retornava de viagem ao seu país, morreu de complicações provocadas pela doença. No total, 4 casos foram registrados nos Estados Unidos.

A Espanha teve um caso de infecção, uma auxiliar de enfermagem que cuidou de dois missionários contaminados e repatriados a Madri, onde faleceram em agosto e em setembro. Ela foi declarada curada e recebeu alta.

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