Por serem animais lentos, os sapos tornam-se presas fáceis para os cães. Quando um cão vê um sapo pulando, a tendência é que ele faça pelo menos uma investigação. Os felinos também podem se intoxicar, no entanto a casuística é bem menor.

Os sapos possuem glândulas venenosas na pele que quando pressionadas liberam uma secreção leitosa que contém potentes toxinas, dentre elas a bufotoxina, uma das mais conhecidas. Muitos cães se intoxicam mesmo não mordendo o sapo, bastando apenas o contato da mucosa bucal com a secreção para dar início a uma sequência de alterações que podem levar à morte.

De início, a primeira alteração que percebemos é uma intensa sialorréia (salivação) e uma área hiperêmica na mucosa bucal do animal, denunciando o local que entrou em contato com o veneno. Após a sua absorção, podemos ter inúmeras alterações que achamos pertinente enumerá-las para que os proprietários possam ficar atentos. O animal pode ficar inquieto, ter taquicardia (aumento do batimento cardíaco) e taquipnéia (aumento da respiração), apresentar incontinência fecal e urinária, midríase (pupila dilatada), severas convulsões, prostação e morte.

No fim de semana passado, atendemos dois cães que chegaram convulsionando. Após 24h de internação seguindo o protocolo medicamentoso indicado, os dois tiveram alta sem nenhuma sequela. Lamentavelmente um terceiro cão que estava junto e que também se intoxicou, veio a óbito antes mesmo do dono buscar atendimento.

Podemos fazer algumas recomendações aos proprietários que certamente ajudarão nessa situação. Se você ver o exato momento do contato do cão com o sapo, pegue uma mangueira e lave imediatamente a boca e gengiva dele com bastante água corrente. Após isso, se perceber qualquer anormalidade, busque o veterinário. Agora, se você presenciar já os sinais em andamento (incoordenação, inquietude, tremores etc), não perde tempo tentando lavar a boca do animal. Busque imediatamente atendimento veterinário, pois as chances de reverter o quadro e salvar o animal são muito altas nesses casos.

Na época chuvosa, esses acidentes tendem a ocorrerem com mais frequência. Vale a pena a atenção dos donos de pets para que fiquem atentos para que esse encontro não aconteça, pois ele pode trazer desde pequenos inconvenientes até mesmo a morte dos animais.

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