Marinho Kaba coleciona pedras há 56 anos - Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT
Marinho Kaba coleciona pedras há 56 anos – Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT

Você já viu madeira que virou pedra? Ou melhor, água dentro de pedra? Tudo naturalmente. Parece história de pescador, mas essas curiosidades e diversas outras, estão entre as milhares de pedras que fazem parte de um dos maiores acervos mineralógico de Mato Grosso, a do professor Marinho Akioshi Kaba.

Colecionador há mais de 50 anos e detentor de conhecimentos técnicos nas áreas de geologia, paleontologia e história, seu Marinho Kaba, morador da pacata Poxoréu (distante há cerca de 70 quilômetros de Rondonópolis) tem muita história para contar.

Já na entrada da casa de Marinho, é possível observar diversas pedras lavadas e do tipo Manganês. Também existe uma âncora antiga, adquirida por ele em 1978 em um porto no Rio Grande do Sul, que segundo o colecionador, a peça representa afinco seu nome. “Marinho lembra mar e água, assim como a âncora”, reforçou.

As pedras de seu Marinho Kaba são armazenadas em todos os cantos de sua residência, desde o quintal, cozinha até no quarto duplo do fundo da casa, onde guarda as principais peças. Entre os milhares de itens estão minérios e fosseis que vieram dos quatro cantos do planeta.

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Não há como não ficar maravilhado pelo carisma de Marinho e também pela diversidade do material exposto, ainda sem a organização científica ou catalogação sistemática. Cada visitante tem a oportunidade de interagir com as peças, tocá-las ou fotografá-las o quanto quiser.

Com pouco mais de 2h de conversa a reportagem listou diversas rochas curiosas como a pedra Talco, que moída é transformada em talco (pó utilizado principalmente em recém nascidos); Mika Verde, que servia antigamente como isolante de ferro elétrico; Fluorita, pedra que tem grande composição de flúor, usado nas pastas de dentes e, a pedra Bauxita, minério que serve para extração de alumínio.

 

Entre as peças mais incríveis encontradas no acervo de Kaba, está a madeira que virou pedra, água dentro de pedra, fósseis de moluscos e algas, além de peixes, e machadinhas do tempo da pedra polida e pedra lascada.

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No caso da madeira petrificada, Marinho conta que existe uma explicação científica.

Com o tempo a madeira ficou petrificada - Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT
Com o tempo a madeira ficou petrificada – Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT

“São pedaços de troncos que estavam enterrados e com o tempo o líquido que existia no interior, foi substituído por componentes do cálcio, fazendo com que a madeira vire pedra, mas mantendo no fundo os traços originais.

Também é possível encontrar entre as prateleiras, Cristais de vários tamanhos e modelos, Bronze, Rosa do Deserto, Calcita, Xisto, Rubi da África, Carvão, Grafite, Pedra Sabão, Quartzos de todas as cores, Topázio, Ametistas de todas as cores, Ônix entre outras.

Cada pedra mostrada por seu Marinho durante a entrevista foi uma volta ao passado. Uma por uma ele se lembra de como e onde foi que adquirida.

Marinho Kaba ainda tem a 1ª pedra que encontrou, a responsável pela paixão. Trata-se de uma ponta de flecha da época do homem primitivo, que foi encontrada por ele ainda na infância.

Seu Marinho ainda guarda a 1ª pedra encontrada por ele - Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT
Seu Marinho ainda guarda a 1ª pedra encontrada por ele – Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT

“Quando eu tinha dez anos encontrei essa pedra em um rio. De lá para cá não consegui parar mais”, conta Marinho após um rápido pensamento ao passado.

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A coleção de pedras de Kaba é tão importante que vários professores escolhe o lugar para mostrar aos alunos coisas que estão apenas em seus livros e que nem na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) são encontradas conforme ele contou.

Em 1º plano, está o fóssil que Kaba pretende vender para realizar o desejo de ter um museu - Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT
Em 1º plano, está o fóssil que Kaba pretende vender para realizar o desejo de ter um museu – Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT

“Eu venderia algumas peças se fosse por um bom dinheiro, pois investiria em um museu para mim”, finalizou o colecionador.

OUTROS HOBBIES

Exímio colecionado que é, fora as pedras e fósseis Marinho acumula uma ‘mega’ coleção de cartão telefônico com cerca de 400 mil unidades. Ao mesmo tempo, ele também tem vários disco de vinil e fotografias de décadas passadas, além de peças antigas como câmeras fotográficas, grampeadores entre outros.

Entre os diversos itens antigos, Kaba coleciona o 1º grampeador já fabricado no Brasil, e pasme, ele ainda tem os grampos - Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT
Entre os diversos itens antigos, Kaba coleciona o 1º grampeador já fabricado no Brasil, e pasme, ele ainda tem os grampos – Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT

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