O governador Silval Barbosa (PMDB) irá deixar mais de R$ 2,5 bilhões em convênios assinados para o próximo gestor, senador Pedro Taques (PDT). Os financiamentos propiciarão ao pedetista realizar investimentos assim que assumir o comando do Palácio Paiaguás em 1º de janeiro. O atual chefe do Executivo estadual afirma que tinha a possibilidade de deixar alguns convênios para serem assinados pelo governador eleito. No entanto, preferiu deixar acertado devido aos prazos estipulados pelo governo federal e pelas instituições financeiras.

“Fizemos tudo isso pensando no estado de Mato Grosso. Poderíamos muito bem deixar alguns convênios para o novo governador assinar, mas temos as questões dos prazos. Se perdêssemos algum prazo, teríamos que começar o processo do início novamente. Então, optei por deixar tudo ajeitado para ele executar as obras”, enfatiza o peemedebista. O último financiamento contraído por Silval foi de R$ 470 milhões. Deste montante, R$ 470 milhões serão destinados ao Programa Pró-concreto, que permitirá a construção de 412 pontes de concreto em todas as regiões do Estado, substituindo algumas que ainda são de madeira e deixam os motoristas e pedestres em situação vulnerável.
Os R$ 250 milhões restantes serão aplicados em recuperação, restauração e manutenção dos mais de 5 mil quilômetros de rodovias. “São programas que vão permitir que o Sistema Rodoviário Estadual seja interligado ao Sistema Rodoviária Nacional e avançar no desenvolvimento das regiões do Estado”, explicou o peemedebista.

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Conforme o chefe do Executivo estadual, a expectativa é de que até 2020 boa parte dos problemas de logística de transporte rodoviário de Mato Grosso no que diz respeito a pontes de concreto estará solucionada e na questão do pavimento asfáltico, bem encaminhada.
Como o financiamento proporciona cinco anos de carência para o início do pagamento, o governador eleito Pedro Taques (PDT) só passará a pagar o empréstimo a partir de 2019. Ele foi contraído junto ao Banco do Brasil. Além dos R$ 2,5 bilhões em financiamentos, Silval ainda garante que irá deixar cerca de R$ 600 milhões em caixa. Do montante, entretanto, devem ser abatidos aproximadamente R$ 400 milhões que deverão ser destinados à quitação dos restos a pagar.

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Diante disso, o pedetista terá à sua disposição apenas R$ 200 milhões. “Na verdade, ele deve receber mais dinheiro em caixa, pois ainda temos a questão do Fundo de Apoio às Exportações (FEX). Além disso, também temos aquele dinheiro carimbado referente a repasses e convênios que deverão ser pagos. Tudo isso deve ser levado em consideração também”, pontua o secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf (PR).

O republicano ainda frisa o fato de o governador Silval Barbosa (PMDB) não quitar os salários no mês de dezembro. De acordo com ele, toda a folha de pagamento será quitada no dia 28 de dezembro deste ano, como determina a Lei de Responsabilidade Fiscal.

No que diz respeito a dívidas, Nadaf garante que o novo gestor encontrará um governo mais enxuto em relação ao que eles encontraram em 2002, quando o atual senador Blairo Maggi (PR) assumiu o comando do Palácio Paiaguás no lugar do então governador Dante de Oliveira (PSDB). Ele estima que Taques terá que desembolsar aproximadamente R$ 800 milhões por ano para pagamento de dívidas. O republicano afirma que entre os anos de 2010, 2011 e 2012, o governo pagou cerca de R$ 4 bilhões em dívida para o governo federal através de descontos obrigatórios dos repasses constitucionais.

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O montante equivale a uma média de 1,3 bilhão ao ano. Com a reestruturação da dívida assinada com o Bank of America no valor de US$ 500 milhões, esses valores foram reduzidos para cerca de R$ 650 milhões. Diante disso, o futuro governo pagará entre R$ 700 e R$ 800 milhões ao ano, gerando uma economia de mais de R$ 500 milhões, ou 38% a menos do que Silval pagava quando assumiu o Estado.
Nadaf lembra que em 2003 Mato Grosso possuía uma dívida de R$ 5 bilhões e tinha um orçamento menor que R$ 2 bilhões por ano.

Hoje, entretanto, o Estado deve menos de R$ 7 bilhões e tem uma previsão de receita superior a R$ 15 bilhões.

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