O plantio do milho de segunda safra só deve começar daqui a dois meses. Mas em Mato Grosso a previsão é de que a área plantada seja reduzida em 14%.

A plantação de soja ainda é o centro das atenções do produtor rural, Rodrigo Martins. Mas ao mesmo tempo em que acompanha o desenvolvimento da lavoura, em Jaciara, reele faz as contas, e define o futuro da safrinha de milho que será semeada logo após a colheita da soja.

“A gente vai reduzir em torno de 20%,25% a área de milho e vamos aumentar um pouco a área de algodão”, diz.

O principal motivo da mudança nos planos foi o mercado do grão. “A gente optou por fazer algodão por acreditar que o mercado de algodão vai ser um pouco mais firme que o do milho. O do milho estava muito volátil, a gente tinha preços em torno de R$ 13 que com os custos que não dava lucro suficiente para poder continuar na atividade do milho na safrinha”, explica o produtor rural.

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Assim como o Rodrigo muitos agricultores também vão reduzir a aposta no milho na segunda safra. A previsão do IMEA, Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, é de que as lavouras ocupem cerca de 2,8 milhões de hectares. Quase 400 mil hectares a menos que na última safrinha.

Vai ser o segundo ano de corte consecutivo nas plantações do cereal. Além da apreensão com o mercado, o atraso do plantio – e consequentemente – da colheita da soja também pesou na decisão de produtores. Muitos não querem correr o risco de semear o milho depois de fevereiro, período recomendado para o plantio.

Apesar da redução da área, o Mato Grosso deve se manter como o principal produtor do milho safrinha.

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