É a paixão pelo automobilismo o combustível que move Rubens Barrichello. Recordista de GPs na Fórmula 1, o veterano piloto mostrou neste domingo que está em plena forma aos 42 anos, ao ser campeão da Stock Car com o 3º lugar na corrida de Curitiba. Título conquistado graças a uma motivação e uma entrega de dar inveja a quem está começando. Feliz com a taça, Rubinho revelou seu “segredo”:

– Enquanto eu tiver esse “corpinho” com 42 eu preciso fazer o que gosto. A meninada chega para mim e fala: “Tá doido! Toda quarta-feira está treinando de kart”. Eu amo isso. Agradeço a Deus por me dar esse privilégio, de poder fazer o que gosto, me divertir com isso e poder ensinar com isso. Só posso agradecer – contou.

“Esse título é uma somatória de uma carreira da qual tenho muito orgulho”

A conquista na Stock Car marca uma nova fase na carreira de Barrichello. Na Fórmula 1 ele ganhou respeito internacional pela marcante passagem onde alcançou 11 vitórias, 68 pódios e dois vice-campeonatos. Ao mesmo tempo, amargou um jejum de 23 anos sem títulos, desde a taça na Fórmula 3 inglesa, em 1991. Jejum que acabou neste domingo. Perguntado sobre o que era mais importante, sua história na F-1 ou seu primeiro título na Stock, Rubinho colocou os dois no mesmo patamar.

Leia também:  Apresentador passa mal "ao vivo" em Lucas do Rio Verde

– Todo momento da nossa vida tem uma importância muito grande. Cada momento que a gente pode aprender, cada momento que a gente pode ensinar. Eu sou um cara positivo, super para cima. Quem acha que não, não me conhece. Esse título não é mais, nem menos. É só uma somatória de uma carreira da qual tenho muito orgulho – garantiu.

Rubinho estreou na Stock Car ao disputar as três últimas etapas de 2012. No ano seguinte, fez sua primeira temporada completa. E logo mostrou que tinha futuro na categoria. Foi o melhor estreante ao terminar em oitavo, com direito a uma pole em Cascavel. Em 2014, mostrou que aprende rápido.

Leia também:  Brasil e Costa Rica fazem amistosos em Campo Verde e Cuiabá

Após um início de conturbado com poucos pontos nas primeiras três etapas, o veterano começou a arrancada para o título com uma emblemática vitória na Corrida do Milhão, em Goiânia, em agosto. A liderança do campeonato veio apenas na 10ª etapa, em Tarumã, quando superou na pontuação Átila Abreu, rival que mais lhe deu trabalho no ano:

– O ano passado foi de aprendizado. Comi muita bola tentando fazer coisas que não funcionaram, mas aquilo ensinou para eu estar esperto nesse ano. Tudo isso me ensinou para eu estar esperto esse ano. Tivemos um começo de ano bem difícil. Não estava da maneira que sonhava. Mas com todo trabalho da equipe, a gente conseguiu modificar. E consegui algo que me faltava o ano passado, saber o que o que o carro precisava de mim e o que eu precisava do carro. E aí a gente começou a despontar. E o que mudou meu ano foi a vitória no Milhão. Ali provamos que tínhamos condições de brigar pelo campeonato.

Leia também:  Eurico Miranda é afastado da presidência do Vasco por ser acusado de apoiar vandalismo de torcida

E aos 42 anos, Barrichello nem pensa em sossegar. Em sua segunda temporada completa na Stock Car, projeta vida longa na principal categoria do automobilismo brasileiro. Depois de mais de duas décadas fora do país, Rubinho só quer saber de ficar no Brasil e fazer o que mais ama, correr, na companhia de quem mais ama, a esposa Silvana e os filhos Eduardo e Fernando:

– Estou muito feliz na Stock. Era uma categoria que, mesmo correndo de Fórmula 1, sempre acompanhei. Sempre deixei claro que quando voltasse para o Brasil queria correr. Hoje continuo fazendo o que amo e às 5h da tarde posso estar em casa. Coisa que na F-1 foram 19 anos de 5 dias em casa e muitos fora. Hoje posso acompanhar os meus filhos. Vou continuar na Stock. Continuo na equipe Full Time. Faltam alguns pormenores, mas é 100% certo que continuo na Stock.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.