Foi quase unânime, durante o I Fórum do Agrodesenvolvimento Centro-Oeste, o discurso de que é necessária a melhoria da infraestrutura de transportes e armazenagem para tornar o agronegócio da região mais competitivo.

O encontro foi realizado em Brasília, nesta quarta (17), pela Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), e serviu para que membros do governo, associações de produtores e sociedade civil debatessem propostas para que os produtores rurais consigam exportar, a baixo custo, a produção de commodities no Distrito Federal e nos estados de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul.

O deputado federal Wellington Fagundes (PR-MT) observou que é necessário o Governo Federal dar mais autonomia a autarquia que financia e fomenta o desenvolvimento da região. “Temos de fazer com que a Sudeco esteja cada vez mais fortalecida, visto que é um importante instrumento de desenvolvimento regional. Precisamos também, trabalhar pela implementação do Banco do Desenvolvimento do Centro Oeste, já criado pela Constituição Brasileira, a fim de garantir recursos que irão alavancar o desenvolvimento e assegurar a exportação”, afirmou.

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Outro ponto abordado no fórum foi em relação aos investimentos para a implantação e ampliação da malha ferroviária. O Coordenador do Programa de Cooperação Técnica, Financeira e Internacional da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Ronaldo Magalhães, garantiu que as demandas do setor do agronegócio são as que o Ministério dos Transportes tem a maior preocupação no Programa de Investimentos e Logística. “O grande desafio é implementar um transporte de alta capacidade na região do Centro-Oeste”, explicou.

Ronaldo disse ainda que o edital para os estudos no trecho ferroviário entre Lucas do Rio Verde e Campinápolis já foi aprovado pelo Tribunal de Contas da União. “Acreditamos que em 2015 há possibilidade de lançarmos o edital para que o setor privado venha manifestar o interesse em dar início ao projeto”.

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Sem guarida

“Atualmente os grandes armazéns de nossa produção são os caminhões”. A afirmação partiu do diretor da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), Cristiano Bortolotto. Ele conta que há muito desperdício dos grãos produzidos por conta da falta de armazenamento adequado e destacou o baixo aporte do Governo para o setor.

“Apenas 0,3% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro é investido em infraestrutura logística. O patamar ideal seria de 1,8 a 2%. Se assim fosse, não viveríamos o absurdo de ter o frete de um produto sendo mais caro que o próprio produto, como acontece com o milho”, desabafou Bortolotto.

 

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