A incorporação da Bolívia como sexto país-membro do Mercosul vai ser um dos assuntos da 47ª reunião de cúpula do bloco regional integrado pelo Brasil, a Argentina, o Paraguai, o Uruguai e a Venezuela. O encontro, nesta quarta-feira (17), ocorre em um momento de renovação politica e de dificuldades econômicas, em que o comércio entre os cinco membros registrou queda de 20%, mas os governos vão reafirmar o compromisso com a integração regional.

Uma das medidas de integração vai a ser a criação da placa do Mercosul, que todos os veículos novos do Brasil serão obrigados a usar a partir de janeiro de 2016. A Argentina – que nesta reunião entregará a presidência pro tempore do Mercosul ao Brasil – também preparou uma cartilha para o cidadão comum, explicando o que é preciso fazer para circular livremente pelo bloco econômico, conseguir trabalho, produzir e comercializar sem enfrentar travas.

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Apesar dos avanços, ainda falta muito para que, por exemplo, um brasileiro que estudou na Argentina consiga validar facilmente seu diploma no Brasil, ou possa exercer a profissão em todo o Mercosul.

O presidente da Bolívia, Evo Morales (que acaba de ser eleito para o terceiro mandato consecutivo) também participará da cúpula e quer que o Mercosul incorpore seu país, mas enfrenta a resistência do Paraguai.

Os governos dos outros países do Mercosul aprovaram a entrada da Bolívia, quando o Paraguai estava suspenso do bloco – por causa do golpe parlamentar contra o ex-presidente Fernando Lugo. Agora, o Paraguai quer renegociar os termos de adesão, e as delegações diplomáticas estão buscando uma fórmula de consenso.

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Se todos os governos estiverem de acordo, falta ainda a ratificação parlamentar. Os congressos da Argentina, do Uruguai e da Venezuela ja votaram a favor. O Congresso brasileiro ainda nao examinou a questão.  Mas o principal objetivo será conseguir o apoio do Paraguai.

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