Um pedido de relaxamento de prisão preventiva foi expedido pela defesa do empresário Fábio Marins Defanti, um dos proprietários da Gráfica Print. O pedido foi decretado no domingo (21) pelo juiz plantonista Jamilson Haddad.

A defesa alega que o Ministério Público se equivocou ao afirmar que o empresário e seus familiares tinham conhecimento prévio da operação “Edição Extra” e ainda nega que, tanto Fábio quanto Dalmi Defanti, Jorge Defanti e o funcionário Alessandro Francisco Teixeira Nogueira, tenham destruído supostas provas da Operação Edição Extra.

Uma das justificativas utilizadas pela defesa é em relação aos mandados de prisões preventivas. Conforme a defesa, houve uma demora dos detentores em realizar a operação. Eles alegam que os mandados de prisões e de busca e apreensão que sustentaram a operação da Delegacia Fazendária foram expedidos no dia 7 de novembro, ou seja, 41 dias antes da ação policial.

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A espontaneidade do empresário ao se apresentar ao Gaeco nos dias 5 de outubro de 2014 e 9 de dezembro de 2014, quando a imprensa divulgou as investigações sobre licitações de serviços gráficos vencidas pela Print também é lembrada na expedição feita pelos advogados.

A defesa ainda aponta que o réu tem endereço fixo, profissão e é primário. Os advogados pedem como alternativa a revogação da prisão com a fixação de medidas cautelares que não prejudiquem a operação.

MPE

O MPE não emitiu parecer na noite de ontem (24) ao pedido de relaxamento da prisão, cuja análise está sob análise do promotor Marcos Regenold. A tendência é que ele emita até sexta-feira um parecer que será subemtido ao juízo.

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ENTENDA O CASO

Os empresários são suspeitos de superfaturamento de produtos gráficos para fornecimento ao Estado. As fraudes estão relacionadas ao pregão nº 93 do ano de 2011 e o contrato de 2012, no valor de R$ 40 milhões. Desse pregão originou a ata de registro de preços utilizada pelo Estado para compra do material gráfico.

As empresas foram contratadas para fazer cartões de visita, cartazes, cartilhas, certificados, banners, folders, convites, envelopes, panfletos, crachás, formulários, entre outros. A licitação começou a ser investigada depois da denúncia de um empresário que teria sido convidado a participar do conluio para concorrer.

 

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