José de Jesus Nunes Cordeiro, secretário-adjunto da Secretaria de Administração (SAD), usou documentos falsos para fraudar o pregão 093/2011, a fim de contratar empresas para fornecer serviços gráficos ao governo de Mato Grosso. As informações são do delegado Carlos Cunha, titular da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz).

O caso faz parte do desvio da verba de R$ 40 milhões dos cofres públicos que está sendo investigado na Operação “Edição Extra”.

Na operação, Cordeiro foi detido para prestar esclarecimentos, juntamente com o secretário-adjunto de Comunicação, Elpídio Spiezzi Júnior. Outras quatro pessoas foram presas por suposta participação no esquema.

O delegado Carlos Cunha afirma que o Ministério Público do Estado (MPE) e a Auditoria do Estado (AGE) emitiram recomendações para que a SAD suspendesse a licitação por suspeita de superfaturamento.

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No entanto, de acordo com o delegado, Cordeiro providenciou documentos falsos para despistar os órgãos fiscalizadores e dar continuidade ao pregão.

Segundo informações, diante da recomendação dos órgãos, o secretário Cordeiro teria se prontificado a realizar um processo para apurar a suspeita e inseriu documentos como pesquisa de preços e recursos orçamentários, todos falsos, para garantir que a licitação tivesse continuidade, segundo o delegado.

Os referidos documentos supostamente fraudados foram apreendidos no gabinete do secretário Cordeiro. Ele foi solto na sexta-feira (19), mas apenas na tarde de terça-feira (23) acompanhou a abertura dos lacres e foi liberado.

Ainda segundo Cunha, o secretário Spiezzi teria recebido dinheiro para “fechar os olhos” para as irregularidades dos contratos.

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ENTENDA O CASO

De acordo com a Polícia Civil, a licitação investigada no caso foi realizada em 2011 pela SAD para a contratação de gráficas por meio da Secom.

As empresas foram contratadas para fazer cartões de visita, cartazes, cartilhas, certificados, banners, folders, convites, envelopes, panfletos, crachás, formulários, entre outros. A licitação começou a ser investigada depois da denúncia de um empresário que teria sido convidado a participar do conluio para concorrer.

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