Uma pesquisa divulgada na semana passada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (Pmas) revelou que o víus HIV,
causador da Aids, diminuiu ao longo do tempo e está menos mortal. Segundo o estudo que foi feito pela Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, o vírus está menos infeccioso.

Para os pesquisadores o vírus está perdendo força ao se adaptar no sistema imunológico humano e demorando mais tempo para causar a Aids, que é provocada conforme as barreiras imunológicas do corpo começam a ser corroídas. Eles acreditam que a evolução do vírus pode torná-lo quase inofensivo algum dia.

Cientistas chegaram a essa conclusão após realizar um estudo com dois grupos com cerca de mil soropositivos nos países bastantes afetados com a aids entre 2002 a 2013, na Africa do Sul e em Botswana.

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Mais de 37 milhões de pessoas, atualmente, estão infectadas pelo vírus HIV. Pesquisadores sugerem que a longo prazo, o vírus pode se tornar menos agressivos se a mutação permanecer na velocidade atual.

Porém, apesar da boa notícia para milhares de pessoas, o HIV é um mestre do disfarce e pode rapidamente com pouco esforço passar por mutações para se adaptar ao sistema imunológico.

No entanto, os pesquisadores revelam que em alguns casos, onde o vírus infecta uma pessoa com o sistema imunológico particularmente eficaz, ele terá que se esforçar para sobreviver, o que fará com que o HIV diminua a capacidade de replicar, fica quase inofensivo e levando mais tempo para causar a AIDS.

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Assim, as drogas produzidas para retardar ou administrar o começo da doença também são fundamentais na mutação.

Na África, continente de origem da Aids e que possui o maior número de casos da doença no mundo, este processo já está sendo notado pelos pesquisadores. Eles calcularam um tempo médio de 10 anos, para que o vírus cause a Aids, mas na última década, em Botswana esse período subiu para mais de 12 anos.

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