O governo de Mato Grosso gasta R$ 221 milhões por ano para conservar estradas devido a intensa degradação. O dado foi apresentado em audiência pública, nesta segunda-feira (22.12), pela equipe de transição do governador eleito Pedro Taques (PDT), após análise da atual situação administrativa.

Segundo o coordenador de infraestrutura e logística da equipe, vice-governador eleito Carlos Fávaro (PP), além da alta destinação de recursos para a finalidade, o modelo atualmente adotado não é o mais adequado. “É um descaso. As estradas estão completamente abandonadas, o modelo de conservação é totalmente impróprio”, avaliou.

Fávaro explicou que somente duas empresas são responsáveis pelas patrulhas estaduais, de modo a responder pelos contratos de manutenção, oficinas, peças e pela contratação funcionários. Foram identificados pela equipe altos custos, baixa eficiência e pouco envolvimento das prefeituras e consórcios locais.

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“As duas empresas fazem grandes contratos de manutenção com as suas próprias máquinas, o que mostra que as estradas não pavimentadas estão terceirizadas. Há um conflito de interesses que me surpreendeu”, disse.

Quanto à situação atual da Secretaria de Transportes e Pavimentação Urbana (Setpu), Carlos Fávaro classificou como “desestruturada e caótica”, mas composta por servidores comprometidos e competentes que precisam ser motivados a fazer as transformações que o estado precisa.

Ainda de acordo com o levantamento da equipe, 83,5% das rodovias estaduais não são pavimentadas, dado que faz de Mato Grosso o estado com maior extensão de rodovias estaduais não pavimentadas do país. O programa MT Integrado, lançado pela atual gestão para solucionar o problema e interligar os municípios com pavimentação asfáltica, originalmente previa contrapartida de R$ 157 milhões. Até meados do segundo semestre de 2014, o valor já estava corrigido para quase R$ 400 milhões.

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O diagnóstico constatou também que trechos das MTs 130, 170 e 388 estão totalmente destruídos. Devido ao quadro, haverá isolamento de municípios e a impossibilidade de escoamento da safra em algumas regiões. “A situação é grave e precisamos tomar atitudes rápidas a partir de janeiro”, adiantou Fávaro.

Logo no início de 2015, uma nova audiência pública irá apresentar as primeiras medidas que serão tomadas pela gestão encabeçada por Pedro Taques. Um plano de ação para os 100 primeiros dias norteará as atividades desempenhadas pelo novo governador e o secretariado.

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