Para a obra e corrige o erro. Foi esta a ordem que partiu do Palácio da Redenção (sede do Governo da Paraíba) e endereçada para a Superintendência de Planejamento e para a Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer do Estado. E o erro, no caso, é na nova pista de atletismo que está sendo construída na Vila Olímpica Ronaldo Marinho, em João Pessoa, e que possui um grave erro que impossibilitaria sua homologação pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF).

A falha no projeto da obra foi denunciada em reportagem do GloboEsporte.com/pb de 10 de dezembro deste ano, e mostrava que a pista possuiria apenas seis raias nas curvas e na reta oposta, quando a determinação da IAAF é que as pistas oficiais tenham oito raias em todo o percurso. Se a obra não fosse corrigida, portanto, a pista não seria homologada e ficaria vetada para receber eventos nacionais ou internacionais (ela, ao contrário, seria restrita a treinos e torneios locais de menor importância).

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Segundo informação confirmada por pessoas de dentro do Governo da Paraíba, a ordem para que o projeto se adaptasse às exigências da Federação Internacional de Atletismo partiu do próprio governador Ricardo Coutinho, que teria sabido do problema pela matéria. Foi ele também quem mandou adiar a inauguração da obra, programada inicialmente para acontecer no próximo domingo.

O secretário Tibério Limeira, da Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer do Governo da Paraíba, adota um tom mais contido, mas confirma que as mudanças necessárias serão realizadas.

– Ajustes deverão ser feitos. O Governo já conversou com os projetistas e engenheiros responsáveis pela obra – declarou ele, ressaltando que “a pista ainda não está pronta”.

Na verdade, a pista já estava com toda a parte de concreto feita, e faltava apenas a colocação do piso sintético que finalizaria a obra. Agora, o Governo da Paraíba deve acrescentar mais duas raias nos locais que tinham apenas seis (no projeto original, apenas a pista principal tinha o número correto de raias).

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Outro que falou sobre o assunto foi Antônio Meira Leal, gerente operacional da Vila Olímpica Ronaldo Marinho, o complexo esportivo reformado ao custo de R$ 30 milhões e onde a pista está localizada.

Ele também confirmou que após a publicação da matéria se iniciou um diálogo entre a Suplan e a área de esportes do Governo da Paraíba. E que os ajustes necessários serão feitos.

– A pista tem que ter oito raias e acabou. Tem que se resolver isto – resumiu.

A reportagem tentou conversar com João Azevedo, superintendente de Planejamento do Governo da Paraíba (principal órgão responsável pelas obras públicas do Estado), mas ele não atendeu às várias ligações.

Na época da primeira matéria, foi João Azevedo quem confirmou que a pista teria apenas seis raias, e disse que isto aconteceu com base numa assessoria técnica que a Suplan teria recebido de uma empresa paulista, contratada justamente por supostamente ser especializada em pistas de atletismo. O superintendente, na época, disse que não lembrava de cabeça o nome da empresa, mas prometia passar num segundo momento esta informação, o que acabou não acontecendo.

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Foi a informação errada repassada por esta empresa, portanto, que provocou a falha no projeto. Segundo João Azevedo, a tal empresa tinha garantido que pistas de seis raias podem receber competições de atletismo nacionais e sul-americanas, o que foi categoricamente desmentido pela Confederação Brasileira de Atletismo, por meio de Martinho Nobre dos Santos, que é superintendente técnico da entidade.

Na época da consulta feita pela reportagem, Martinho deixou claro que “para eventos nacionais e internacionais, a pista tem que ter o certificado da IAAF, o que não é possível com seis raias”.

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