Após um ano turbulento, Bernie Ecclestone recebeu uma boa notícia nesta quinta-feira. O britânico de 84 anos continuará no comando da Fórmula 1 em 2015. A decisão foi anunciada pelo grupo CVC, acionista majoritário da principal categoria do automobilismo mundial. Além de seguir no comando da competição, Bernie também será reconduzido ao cargo que ocupava no conselho do grupo até janeiro, quando foi afastado para responder a acusações de suborno em um tribunal de Munique, na Alemanha. Ao longo da temporada, no entanto, ele continuou gerindo os negócios da F-1 na prática.

Bernie conseguiu se livrar do processo em agosto, ao chegar a um acordo com a justiça alemã para efetuar o pagamento de US$ 100 milhões (R$ 265 milhões). O britânico era acusado de ter subornado o ex-diretor do banco alemão BayernLB, Gerhard Gribowsky, para que ele convencesse a instituição financeira a vender as ações da categoria. Na época, o BayernLB era dono de 48% da Slec Holdings, companhia que controlava os direitos comerciais da F-1. Segundo o ex-banqueiro, Bernie criou várias entidades na operação para burlar a declaração desse dinheiro à Receita da Alemanha. Os fundos teriam origem em contas bancárias do Caribe e das Ilhas Maurício.

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Desde o início do julgamento, Ecclestone admitiu ter feito os pagamentos, mas alegou que só realizou a transação por ter sido ameaçado de chantagem por Gribowsky. Do valor ofertado ao tribunal de Munique para encerrar o processo, US$ 99 milhões foram destinados aos cofres do estado da Baviera, e US$ 1 milhão para uma fundação infantil. O acordo, que alcançou a maior cifra para um caso dessa natureza na justiça alemã, foi ironizado por Bernie em seu tradicional cartão de Natal enviado para a comunidade da Fórmula 1 todos os anos. “Talvez agora possamos ter uma fantástica corrida de Fórmula 1 em Munique”, escreveu o britânico em uma mensagem no verso.

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Além de anunciar a permanência de Bernie no comando da F-1, o grupo CVC comunicou também a entrada de dois novos membros no conselho. Um deles é o italiano Luca di Montezemolo, que deixou a presidência da Ferrari em outubro passado, após 23 anos à frente da escuderia de Maranello. Montezemolo ocupará um cargo de diretor sem função executiva. O outro reforço no conselho é o inglês Paul Walsh, que atuou por 13 anos como diretor executivo de uma multinacional do setor de bebidas e atualmente é presidente de uma gigante britânica do ramo alimentício.

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