O melhor presente de aniversário que Gabriel Medina ganhou na vida é eterno. Um título que entrou para a história como o primeiro de um país e um continente. Em 38 anos de surfe profissional, apenas dois sul-africanos (Shaun Tomson e Martin Potter) haviam quebrado a hegemonia de surfistas da Austrália, dos Estados Unidos e do Havaí, as três maiores potências do esporte. Nesta segunda-feira, o menino prodígio, que saiu da pequena cidade de São Sebastião, no litoral paulista, para conquistar o mundo, completa 21 anos. E a comemoração do “Air Medina”, famoso pelo estilo radical de suas manobras e aéreos, será no ar, dentro do avião, onde passará o dia viajando de volta ao Brasil depois de se sagrar campeão do Circuito Mundial de Surfe em Pipeline.

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– Peguei altos tubos e estou amarradão, muito feliz de ter alcançado o meu sonho. Faço aniversário nesta segunda-feira e não tem presente melhor que o título. Nossa, 21 anos, estou ficando velho… – disse Medina.

Se tivesse levantado a taça quatro dias depois, Gabriel não teria igualado o recorde de Kelly Slater como o mais jovem a conquistar um título mundial, aos 20, idade que o mito americano tinha quando faturou o primeiro de seus 11 canecos. O Havaí ficará gravado para sempre na memória do garoto, cujos pais e irmãos optaram por presenteá-lo materialmente com uma nova referência à conquista da última sexta-feira: um quadro com a imagem do novo campeão erguendo a taça.

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– Ele acabou de ganhar de presente o sonho da vida dele, uma glória que será eterna. Não sou muito de compras, não sei escolher direito. Era mais fácil quando ele era menor. Aí encontramos o Hilton (Alves, artista conhecido por pintar painéis de surfe e paisagens) por acaso e ele acabou fazendo esse presente para o Gabriel. Não sabíamos o que daríamos e decidimos na última hora. Ele demorou seis horas para fazer – explicou o padrasto e técnico de Medina, Charles Rodrigues.

A mãe do surfista, Simone, falou que é cada vez mais difícil escolher algo para o filho em ocasiões especiais como esta. No ano passado, ela pediu para talhar um brasão da família Medina, de origem espanhola:

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– É difícil comprar presente para o Gabriel, ele acaba ganhando muitas coisas por conta dos patrocínios. No último aniversário dele, eu dei o brasão da família Medina, que é espanhola. Minha mãe, Aurora, é chilena, mas a família vem da Espanha.

A família Medina, que viajou ao Havaí reforçada pelos pais e os irmãos de Gabriel, Sophia e Felipe, voa de volta ao Brasil na manhã desta segunda-feira e desembarca no Aeroporto Internacional de São Paulo na terça-feira à tarde. À noite, o campeão mundial concede uma entrevista coletiva em um hotel de Guarulhos.

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