Nos últimos três anos, Rogério Minotouro lutou apenas duas vezes. Em 2013, bateu Rashad Evans por decisão unânime. Este ano, foi duramente nocauteado por Anthony Johnson, em apenas 44 segundos. Aos 38 anos e em 14º no ranking dos pesos-meio-pesados (até 93kg), o brasileiro garante que ainda é possível encontrar motivação para fazer um bom ano de 2015 e tentar se recuperar no Ultimate. Sua intenção é voltar ao octógono em três meses, já que agora, finalmente, está livre das lesões que o atormentaram ultimamente.

– Estou começando a treinar agora de novo. Depois da luta senti um pouco as costas, depois tive um probleminha no joelho, mas estou voltando de novo, devagar e já estou zerado de lesão. Pretendo voltar daqui a uns três meses para dar tempo de me preparar. Tenho que tentar me motivar dentro da equipe, a equipe está indo bem, tem uma garotada nova chegando e treinando cada vez melhor, isso me dá motivação. Ainda me sinto motivado, a vontade está dentro de mim. O cara quando é competidor, compete a cada treino, a cada luta. O importante é estar bem de saúde. Quando estiver 100% de saúde é manter o ritmo, que a tendência é a competição ser cada vez melhor. Se Deus quiser, vou fazer um ano melhor em 2015 – afirmou, em entrevista ao Combate.com.

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Sem pedir por algum oponente específico, Minotouro pretende fazer dois ou três combates em 2015. A última vez que ele conseguiu lutar duas vezes no mesmo ano foi em 2011, quando perdeu para Phil Davis e venceu Tito Ortiz. Questionado sobre o interesse em uma revanche com Maurício Shogun, que também vem de derrota acachapante, já que foi nocauteado no início do primeiro round por Ovince St. Preux, o brasileiro se mostrou aberto ao duelo, que no Pride terminou com vitória por pontos de Shogun.

– Especialmente não tem ninguém que eu pense em lutar. O importante é lutar e manter um 2015 bom. Quero fazer duas ou três lutas boas e voltar bem para o ranking. Têm atletas que estão fora do ranking, aí conseguem dois ou três nocautes e voltam para o top 3. É mostrar resultado, treinar bem, evitar lesões e, pelo meu talento, dá para voltar bem sim. Acho que o Shogun é uma luta boa. Mesmo perdendo essa luta, não dá para avaliar que o Shogun estava ruim ou bom. Entrou o golpe no começo da luta, como aconteceu comigo, o cara foi para a sequência e não deixou ele se recuperar. Mas ele é muito duro, fez uma grande luta comigo em 2005, uma das melhores do Pride e, com certeza, seria uma boa revanche. Estivemos para lutar ano retrasado, não lutamos e acho que ficou essa revanche para fazermos – disse.

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Ao analisar sua performance contra Johnson, Rogério Minotouro admitiu que a falta de ritmo pode ter lhe atrapalhado e também considerou ter cometido erros estratégicos no combate.

– Foi uma luta que não aconteceu porque eu tomei um upper no comecinho. Quando fui para a grade, ele já tinha sentido o golpe, fiquei bem tonto, fora de mim, não deu para me defender. Avalio que foi uma luta difícil, ele me surpreendeu naquele momento que cruzou, me abaixei um pouco para pendular e me defender, ele jogou o upper, e eu senti. Acho que se a luta tivesse rendido mais, poderia ser diferente. Talvez tenha me faltado mais ritmo de competição. Era para andar mais, não ir para a troca franca no começo. O cara é peso-pesado, pega duro e me acertou aquele golpe – finalizou.

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