Presos na Operação Lava-Jato: quadrilha fraudava licitações da Petrobras - Foto: Michel Filho / Agência O GloboA Polícia Federal indiciou executivos de mais duas empreiteiras por crimes na Operação Lava-Jato. Diretores da Camargo Corrêa e da Engevix cometeram fraude em licitações da Petrobras, apontou relatório entregue ao juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro. De acordo com o delegado Eduardo Mauat da Silva, diretores da Engevix também são acusados de uso de documento falso e falsidade ideológica. Os executivos da Camargo Corrêa foram indiciados por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Os indiciamentos são o próximo passo para novas denúncias na Operação Lava-Jato. Em caso de condenação, os executivos passariam ainda mais tempo na cadeia. A PF já havia indiciado outras empreiteiras, como a OAS, por fraude em licitação. O Ministério Público Federal (MPF) também denunciou os acusados, mas sobre outros delitos cometidos, como organização criminosa.

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A PF indiciou os executivos João Ricardo Auler, Dalton Avancini e Eduardo Leite, da Camargo Corrêa; e Gérson Almada, Cristiano Kok, Carlos Strauch, Newton Prado, Luiz Pereira, Emílio Brunoro, Jacson Silveira, Tanel Abbud, Cláudio Martinez e Hilda Bittencourt, ligados à Engevix. O indiciamento ocorreu em 12 de dezembro, um dia depois das denúncias do Ministério Público. As empreiteiras estão prestes a sofrer mais uma ofensiva da Procuradoria, com novas denúncias a serem apresentadas à Justiça, sem contar inquéritos que ainda serão abertos, inclusive contra outras construtoras (veja quadro).

A Camargo Corrêa e a Engevix, segundo ressalta a PF, participavam de um cartel que combinava licitações na Petrobras. No caso da primeira, o relatório inclui a acusação do primeiro processo criminal contra o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef: a de que a empresa repassou dinheiro para o esquema de lavagem por meio da fornecedora de tubos Sanko Sider. De lá, os recursos seguiram para empresas Youssef, então operador do PP.

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A Engevix recebeu ao menos R$ 1,8 bilhão da Petrobras e repassou R$ 7,9 milhões para firmas controladas pelo doleiro. Os contratos foram feitos por ordem de Gerson Almada, segundo depoimento de Strauch, mas os supostos serviços são ignorados. Almada silenciou perante a PF. A assessoria da Engevix afirmou ao Correio que os advogados da empresa prestarão os “esclarecimentos necessários à Justiça”.

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