No Piauí, vem um exemplo de como o handebol pode transformar vidas. Há 12 anos, Giuliano Ramos começou um projeto ambicioso. Apaixonado pelo esporte, ele sonhou em construir um centro de treinamento de handebol para afastar jovens de uma região carente da capital Teresina da violência e das drogas. Para tornar o sonho em realidade, Giuliano conclui o curso de Direito, passou no concurso para auditor fiscal da receita e começou a investir todo o seu dinheiro na construção de um espaço voltado à modalidade. Todo o esforço valeu a pena. Treinador do time do Caic Balduíno, o grupo contabiliza vitórias nas quadras, a maior delas o vice-campeonato mundial na Turquia. E não é só isso. Cerca de 200 jovens mudaram de vida graças a Giuliano.

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São histórias como a de Euzébio Henrique, que começou a jogar handebol por causa da merenda oferecida no CT construído por Giuliano. Com uma paralisia parcial adquirida durante o parto, chamada de Paralisia Braquial Obstétrica (PBO), o garoto é um dos destaques da equipe e fala do orgulho de atuar em um time campeão. A deficiência não atrapalha a vontade de vencer.

– Tinha vez que a gente passava fome, brincava na rua para poder esquecer. Aí falaram que tinha merenda na quadra de handebol lá do Caic. Fui uma vez e conheci o handebol. Minha família fala hoje que sou o ouro deles – conta.

Em 2014, além do vice no Mundial, o Caic conquistou o pentacampeonato da Copa Nordeste, o bi do Brasileiro Sub-18 e o ouro dos Jogos Escolares da Juventude. A cada conquista de título, euforia e gratidão ao pai, professor e técnico Giuliano Ramos.

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– Nos esforçamos não só pela gente, lutamos também pelo Giuliano. A pessoa que investe todo o seu dinheiro em um sonho que não sabe se dará certo, acabamos aderindo e entrando junto nessa loucura – relata Marcos Vinícius, atleta.

E o que move Giuliano? Ele responde:

– O amor pelo esporte, o amor pelo handebol e o amor para ajudar as pessoas a se transformarem em um cidadão.

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