Mais de 30 pessoas servidores do estado de Mato Grosso – MT foram denunciadas por desvio de R$ 8 milhões dos cofres públicos estaduais. Entre os envolvidos estão o secretário de estado de Trabalho e Assistência Social de Mato Grosso (Setas-MT), Jean Estevan Campos Oliveira, a secretária-adjunta da pasta, e a primeira-dama e ex-titular da Setas, Roseli Barbosa.

De acordo com o Ministério Público, servidores lotados na secretaria e institutos sem fins lucrativos teriam formado um conluio para fraudar licitações e convênios.

Os suspeitos foram denunciados por constituição de organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, uso de documento falso, entre outros crimes.

INVESTIGAÇÃO

As investigações começaram depois da divulgação de apostilas com grandes erros que estavam sendo utilizadas nos cursos de capacitação em hotelaria e turismo promovido pelo governo do estado.

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O MPE investigou o suposto desvio de recursos por meio da Operação Arqueiro, da Gerência de Combate do Crime Organizado (Gaeco).

A suspeita é de que o líder da quadrilha seria um empresário que atua no ramo de cursos profissionalizantes e é dono de três institutos sem fins lucrativos que estariam sendo usados na prática de crimes contra a administração pública. Ainda conforme informações, duas dessas instituições, além de uma terceira empresa, teriam recebido quase R$ 20 milhões nos últimos dois anos para oferecer cursos em programas sociais do estado.

O MPE afirma que os suspeitos usavam os nomes de ‘laranjas’ para conseguir as contratações. A qualidade dos cursos também é alvo de questionamento por parte do Ministério Público.

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As investigações ainda apontam que em um dos casos, a pessoa que foi contratada para elaborar o conteúdo das apostilas tem apenas o Ensino Médio completo e confessou, em depoimento, copiou todo o material pela internet e recebeu R$ 6 mil pelo serviço.

O MPE pediu, além da condenação criminal, a devolução dos valores, suspensão de pagamentos de contratos firmados entre as empresas e a Setas, condenação por dano moral coletivo, a proibição da Setas de firmar novos contatos, a indisponibilidade dos bens dos denunciados e o afastamento dos sigilos bancários e fiscal.

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