O candidato a deputado estadual Valdir Barranco (PT) teve negado, na última quinta-feira (27), o seguimento a um agravo de instrumento pela desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Maria Aparecida Ribeiro. O petista pretendia derrubar o rótulo de “ficha suja” e ter os 19.227 votos conquistados na eleição de 2014 contabilizados pelo Tribunal Regional Eleitoral.

Barranco é considerado “ficha suja” devido às contas rejeitadas pela Câmara Municipal de Nova Bandeirantes, onde foi prefeito. Na época, ele teve as contas de gestão reprovadas por déficit orçamentário e superfaturamento na compra de medicamentos.

O recurso foi protocolado para reformar uma decisão de 1ª instância resultado de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) que revogou na Justiça o decreto legislativo 003/2014. A desembargadora do TJMT, Maria Aparecida negou o recurso interposto por Valdir Barranco por entender que não há o recurso de inadmissibilidade relativo à regularidade formal.

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Dança das cadeiras

Se os 19.227 votos de Valdir Barranco fossem contabilizados e desta forma, a tese de ficha suja fosse derrubada, o petista assumiria a vaga de deputado estadual e mudaria a composição da Assembleia Legislativa, substituindo o deputado eleito Pery Taborelli (PV), que teve 18.526 votos nas eleições 2014.

Altir Antônio Peruzzo, outro petista que havia sido barrado com a lei da “ficha suja” e conseguiu reformar a decisão, ocupou a 1ª suplência da coligação “Amor a Nossa Gente II” na manhã de terça-feira (2). Assim,  s 15.229 votos recebidos no dia 5 de outubro foram considerados válidos durante a cerimônia realizada ontem na sala de Sessões do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).

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