Reconduzido para assessorar o Poder Executivo na Justiça no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, o advogado-geral da União, ministro Luís Inácio Adams, vê no acordo de leniência uma saída para minimizar o impacto da operação Lava Jato na economia. Se usado, o instrumento evitaria que as empreiteiras citadas no escândalo envolvendo a Petrobras fossem proibidas de firmar contratos com o poder público. Adams sinaliza que o governo se preocupa mais com o impacto econômico do caso e está disposto a negociar com as empresas. “Grande parte da solução depende da própria empresa e acredito que, tomada a iniciativa, há uma perspectiva de solução.”

Em entrevista, Adams – que é o segundo AGU mais longevo no cargo – afirmou ainda que a escolha do novo ministro do Supremo Tribunal Federal passa por uma análise de “governabilidade” e preocupação com a “continuidade política”. “Não se escolhe decisões, se escolhe convicções”, diz o ministro, cotado para uma das vagas no STF que Dilma poderá preencher ao longo dos próximos quatro anos.

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