A velocidade é aliada constante de Ana Cláudia Lemos. Talvez por isso o tempo tenha passado rápido. De promessa do atletismo brasileiro, a recordista sul-americana dos 100m e 200m agora se tornou espelho para as mais novas. Rótulo que ostenta com orgulho. Nesta semana, ela está sendo uma das referências das atletas do camping do revezamento 4x100m, uma das esperanças de medalha para o Brasil nas próximas competições da temporada. O trabalho mescla as mais experientes com promessas.

– Para mim é tranquilo (ser exemplo). Eu sempre tento passar o melhor para elas. Quando elas têm alguma dificuldade que eu percebo, falo que foi assim comigo também, que eu errava a mão também. Visualização eu também errava. Mas treinava em casa, me esforçava. Se você não treinar, não vai ser boa. Vai ser boa se trabalhar duro e pesado. É basicamente isso. Às vezes elas também ajudam, porque eu também erro em treinamento. É uma troca de ajuda – disse a velocista.

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O ano de 2015, último antes dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, é tratado com muita atenção e cuidado pela atleta brasileira. Em 2014, lesões interferiram em sua preparação, mas agora ela tem objetivos firmes tanto nas disputas individuais como no revezamento que integra. Ana Cláudia disputará o Mundial de Revezamento (em maio, nas Bahamas), os Jogos Pan-Americanos (em julho, no Canadá) e o Mundial de Atletismo (em agosto, na China). Uma das principais metas é baixar sua marca (11s05) para menos dos 11 segundos. Ela já conseguiu o feito, mas a marca não foi validada, porque contou a ajuda do vento.

– Estou superfeliz, treinamento bem, motivada. É o ano de quatro competições muito importantes de revezamento e algumas individuais. Estou superfeliz e contando os dias para começar a temporada. Uma das metas é correr abaixo dos 11 segundos e ser finalista individual em Mundial. E que minhas companheiras consigam boas marcas, porque juntas somos mais fortes no time de revezamento – afirmou.

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Quando mais nova, Ana Cláudia sempre deixou claro que não gostava de outro rótulo que recebia volta e meia: o de musa da velocidade. Julgava que isso podia tirar seu foco, tirar a imagem da seriedade. A experiência também a permitiu lidar melhor com esse assunto, que é tratado agora com bom humor.

– No começo eu ficava com medo das pessoas acharem que ”ela quer ser musa”. E o treino? Falo para o meu treinador que era um cavalo paraguaio, que segue e vai. Hoje não me preocupo com isso. Gosto que falem que sou bonita, que sou vaidosa. Mas o foco sempre vai ser o treinamento. Qual mulher que não gosta de um elogio? Mas meu objetivo é sempre o treinamento, sempre os resultados. Mas a gente sempre dá uma produzida quando pode – disse a atleta.

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Além das atletas de ponta como Ana Cláudia Lemos, Evelyn Santos, Rosângela Santos e Franciela Krasucki, a Superintendência de Alto Rendimento da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) convocou outras oito jovens corredoras para as atividades do camping de revezamento 4x100m. São elas: Bruna Jéssica Oliveira Farias, Karina da Rosa, Kauiza Moreira Venâncio, Mirna Marques da Silva, Tamiris de Liz, Thaissa Barbosa Presti, Vanusa Henrique dos Santos e Vitoria Cristina Silva Rosa

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