A Fórmula 1 especulou adotar diversas medidas estéticas nos últimos anos para se tornar mais atraente ao público – desde chapas no assoalho para reproduzir faíscas até amplificadores que potencializam o som dos motores. Agora, a bola da vez são os pneus.

Nas últimas semanas, dirigentes da categoria e da FIA têm se reunido para discutir maneiras de tornar os carros mais empolgantes, segundo o site da revista Autosport. Uma das alternativas encontradas foi a largura dos pneus, que poderia melhorar a aderência dos carros e criar disputas mais emocionantes.

A ideia ainda está em fase inicial. Porém, para Paul Hembery, diretor automobilístico da Pirelli, o aumento da largura dos pneus pode trazer bons resultados para a Fórmula 1.

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“Tivemos discussões com Charlie (Whiting, diretor de corridas da F1) sobre isso, e sempre dissemos que estamos abertos ao que o esporte precise”, disse Hembery ao site da publicação. “Pneus mais largos? Isso tem apelo. Quando você vê imagens dos carros da década de 70, não é algo tão extremos a ponto de você comparar com um dragster. Você pensa: uau, olha isso.”

Hembery admitiu que os pneus atuais são “bem pequenos” sob “diversos pontos de vista”, e colocou a Pirelli à disposição para conversas. No entanto, para ele, uma mudança no quesito não deverá acontecer tão imediatamente.

“Para 2016, seria muito, muito difícil de conseguir. Teria que ser para 2017”, afimou o dirigente. “Nosso contrato (com a F1) termina em 2016. Se você for renová-lo, precisa combinar isso”, acrescentou.

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Os atuais pneus da Fórmula 1 têm 245 mm de largura no eixo dianteiro e 325 mm no eixo traseiro. Para Paul Hembery, o ideal seria que os pneus traseiros tivessem pelo menos 400 mm de largura, “porque soa melhor”.

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