Após cinco meses com resultados acima do teto da meta, de 6,5%, para o acumulado em 12 meses, a inflação terminou o ano de 2014 abaixo do limite, em 6,41%. Em 2013, a carestia havia avançado 5,91%. Apesar de o Ministério da Fazenda ter garantido que o preço dos alimentos iria recuar na segunda metade do ano, o item continua sendo o de maior peso para o avanço do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A alimentação ficou 8,08% mais cara no ano passado. Só o preço da carne avançou 22,2%. A cebola, 23,6%. A batata-inglesa foi um dos principais vilões. Teve alta nos preços de 13,77% em dezembro. Logo atrás ficou o feijão carioca, que encareceu 12,62% no mês passado. Divulgado na manhã desta sexta-feira (9/1), o indicador mostra ainda que, em dezembro, a inflação saltou 0,78%, segunda maior taxa mensal do ano. Transportes foi o que teve a maior aceleração no mês, de 1,38%. O maior contribuinte desse resultado foram as passagens aéreas registraram uma elevação de 42,53% na média nacional. Em Campo Grande e em Salvador, a alta foi bem maior: 54,82%.

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A habitação, segundo item que mais influenciou a alta, avançou 8,80%. O indicador foi puxado, sobretudo, pelo aumento da energia elétrica, de 17%. Em alguns locais, como em Belém, o valor cobrado pela energia elétrica aumentou mais de 28%.

O item educação avançou 8,45%. O resultado para o ano, bem próximo ao limite estipulado como aceitável pelo governo, está pouco acima do esperado pelo mercado nas últimas semanas, 6,39%, de acordo com o boletim Focus do Banco Central.

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O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, participa de uma conversa com internautas no Fabebook nesta sexta-feira, a partir das 10h30, na página oficial  do Portal Brasil. O objetivo é esclarecer assuntos de economia com a população que vem sentindo no bolso a perda do poder de compra diante do aumento do custo de vida. Outro tema que Levy deverá explicar para os contribuintes é se eles precisarão se preparar para um aumento na carga tributária que já onera e muito a renda do brasileiro.

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Estados

Dentre os 13 estados pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), seis fecharam o ano acima do teto da meta: Rio de Janeiro, Goiânia, Campo Grande, Belém, Curitiba e Porto Alegre. Em dezembro, a alta de 0,78% foi puxada pelo item transportes, 1,38%, seguido por alimentação, 1,08%, e vestuário, 0,85%.

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